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A superintende regional da Caixa Econômica Federal, Célia Marisa Molinari de Matos, negou à CPI da Fila da Habitação, presidida pelo líder do DEM na Câmara, José Crespo, em depoimento nesta terça-feira (31), que tenha solicitado novo cadastro habitacional à Prefeitura.

“A afirmação da senhora Célia Marisa Molinari de Matos confirma aquilo que nós, vereadores, já sabíamos: não havia necessidade alguma de a Prefeitura ter exposto as milhares de pessoas que foram se cadastrar a noites ao relento, sem banheiro e segurança”, disse Crespo.

Para o líder do DEM, pelo que disse a superintendente ficou claro que a Prefeitura usou a suposta necessidade de se fazer um novo cadastro para beneficiar o candidato a vereador, que é diretor de Área na Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária.

De acordo com a superintendente da Caixa, a seleção das pessoas e a elaboração do cadastro para essa escolha é responsabilidade única e exclusivamente da Prefeitura e que não houve rejeição ao cadastro apresentado, mesmo porque ele foi utilizado normalmente até agora.

Ela disse que o banco usou o cadastro fornecido pela administração para o preenchimento das unidades já entregues e que em julho e setembro de 2015, em abril e em maio último solicitou o fornecimento do cadastro para preencher 2.160 unidades do Altos do Ipanema 2.

Na opinião de Célia Marisa Molinari de Matos, essa talvez tenha sido a motivação que teria levado a Prefeitura a fazer um novo cadastro. O secretário de Governo e Segurança Comunitária, João Leandro da Costa Filho, disse à imprensa que a Caixa teria pedido o novo cadastro.

Condução coercitiva

O secretário de Mobilidade, Desenvolvimento Urbano e Obras Toni Silveira, que responde pela Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária durante as férias da titular, Júlia Galvão Andersson, não compareceu para depor à CPI apesar de ter confirmado presença.

Em ofício, entregue na manhã desta terça-feira (31), uma semana depois de dizer que compareceria, ele alegou que tinha compromisso inadiável na Artesp, em São Paulo, marcado anteriormente, para levar demandas de Sorocaba e que, por isso, não poderia ir à Câmara.

Em razão disso, o líder do DEM disse que fará nova convocação e que pedirá condução coercitiva caso o secretário não apareça. “A CPI tem poderes legais para isto e nós o faremos”, afirmou. Apesar disso, Toni Silveira disse que comparecerá quando for marcada nova data.

Fonte: Câmara Municipal de Sorocaba

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