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As pessoas que se sentiram maltratadas com o atendimento prestado pela Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária da Prefeitura de Sorocaba, nos últimos dez dias, com o processo de inscrição, sorteio e entrega de chaves dos conjuntos de casas populares, serão ouvidas em audiência pública na terça-feira (31), a partir das 12h15, na Câmara Municipal, após a sessão ordinária.

A informação é do líder do DEM, José Crespo, que propôs a criação de uma CPI para investigar os problemas causados pela realização de um novo cadastro das pessoas a serem beneficiadas com os imóveis populares, o qual levou dezenas de cidadãos a passar noites ao relento nas ruas das proximidades da secretaria entre os dias 16 e 25 últimos.

“Todas as pessoas que passaram por esse problema e que forem à Câmara na terça-feira poderão fazer as suas queixas ou denúncias, usando o microfone e com a reunião transmitida ao vivo pela TV Legislativa, diretamente para o secretário que responde pela Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária, Toni Silveira”, disse Crespo.

A Câmara instalou uma CPI na terça-feira (24) porque a maioria dos vereadores entendeu que não era necessário fazer um novo cadastro e expor as pessoas às dificuldades que elas tiveram de enfrentar. “Temos urgência em saber as razões que levaram a Prefeitura a agir assim, para que essa situação não perdure ou volte a ocorrer”.

Benefício a candidato

Para o líder do DEM, José Crespo, a conclusão a que se chega é que tudo foi feito para beneficiar eleitoralmente um dos funcionários do setor, que é candidato a vereador nas próximas eleições. “Vamos apurar essa questão, porque a Prefeitura não pode beneficiar nenhum candidato de nenhum setor do Executivo”, afirmou o vereador.

A criação da CPI teve o apoio de nove dos 20 vereadores, dois a mais que o mínimo exigido pelo regimento interno, um deles o presidente da Câmara, José Francisco Martinez (PSDB), que é do mesmo partido do prefeito Antonio Carlos Pannunzio, que também não concorda com o tratamento dado aos cidadãos neste caso.

Para Crespo, houve danos aos cidadãos com a realização do novo cadastro, pois ele não era necessário e, caso fosse (a Prefeitura de explicar as razões para justificar a atitude), poderia ter sido feito pela internet para não causar o transtorno que causou aos cidadãos e ao trânsito em torno da secretaria com congestionamentos diários.

Fonte: Câmara Municipal de Sorocaba

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