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A Secretaria da Saúde (SES) de Sorocaba finaliza os preparativos para instalação de um Pronto-Socorro de Traumas e Fraturas, na Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba.

A unidade começará a funcionar à 0h do próximo domingo (1º de maio), voltada ao atendimento de pacientes com fraturas de naturezas leve e moderada, encaminhados por outras unidades de emergência e urgência do município. Ou seja, a assistência será de forma referenciada uma vez que o pronto-socorro não vai operar como sistema “porta aberta”, com exceção de recebimento de demanda atendidas pela Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) 192.

“O objetivo é racionalizar e agilizar em Sorocaba o atendimento e melhorar o fluxo de pacientes com problemas ortopédicos agudos, como fraturas, torsões e luxações, de forma a evitar o transporte demasiado de pacientes entre unidades, ou que o mesmo fique aguardando muito tempo, à espera de um especialista”, explica o secretário da Saúde, Francisco Fernandes. Os casos emergenciais de alta complexidade em ortopedia continuarão sob responsabilidade do Estado, via Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), inclusive aqueles atendidos pelo Samu.

Atualmente, na Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da Zona Leste funciona o setor de ortopedia que recebe todas as demandas de baixa e média complexidade. Ali, por mês, são atendidos, em média, 5,6 mil casos clínicos e outros 1.590 que, de fato, precisam de intervenção de um ortopedista. “Não haverá prejuízo ao atendimento. Haverá, sim, a transferência do serviço. Os primeiros serão pulverizados pela rede de emergência e os demais, que constituem no público-alvo dessa ação, para o novo pronto-socorro”, resume.

Na UPH Leste, assim como nas demais unidades de emergência (Unidades Pré-Hospitalares Zonas Norte, Leste e Oeste; Unidade de Pronto-Atendimento Éden e Pronto-Atendimentos São Guilherme, Brigadeiro Tobias e Laranjeiras) o atendimento continuará, mas somente de casos clínicos crônicos, corriqueiros no dia a dia, como de torcicolos, dores nas costas ou pernas. Estas serão responsáveis por direcionar os casos que necessitarem de atendimento ortopédico, para o novo pronto-socorro. “Mas vale lembrar que no dia a dia a porta de entrada para paciente são as Unidades Básicas de Saúde (UBS)”, frisa Fernandes.

Capacidade e adaptações

Na abertura, o Pronto-Socorro de Traumas e Fraturas terá capacidade inicial para 2 mil atendimentos ao mês, cuja regulação de encaminhamentos será feita pelo Samu. O atendimento será completo, havendo desde a consulta, realização de exames e medicação do paciente, bem como destinação à internação ou encaminhamento para atendimento ambulatorial.

A SES promove as adaptações nas instalações do novo pronto-socorro, que devem ser finalizadas até quinta-feira (29). “Falta colocar algumas divisórias, bancadas e cortinas de divisão de leitos em macas. E em reunião nesta segunda-feira acabamos de definir os protocolos de encaminhamento de pacientes, inclusive, de atendimento ambulatorial e pós-operatório, leitos, fluxos e agendamentos”, aponta o secretário da Saúde.

No novo pronto-socorro, haverá 03 consultórios, sala de gesso, posto de enfermagem, recepção e 05 macas de repouso. “Haverá dois ortopedistas de plantão, 24 horas. Com isso, dobramos a capacidade, pois antes era um profissional. Sem contar outros dois da equipe de retaguarda, para cirurgias”, enfatiza o gestor geral da Santa Casa, José Luís Pimentel.

Diferencial, aponta o ortopedista Rodrigo Calheiros, que integra a equipe do novo pronto-socorro, é que a unidade terá consultório e recepção específicos para atendimento desse tipo de especialidade. “Na UPH Zona Leste, o uso era compartilhado. Havia mistura de clientela: pacientes com diferentes enfermidades num mesmo ambiente. Agora não mais, e isso é um ganho na qualidade do atendimento.”

Custos

O custo mensal estimado para manutenção do novo pronto-socorro é de R$ 430 mil, sendo que, na UPH, hoje são gastos R$ 510 mil. “Essa diferença será usada para custeio de cirurgias ortopédicas, pois há tendência de aumento com essa centralização do serviço. Isto é, a mudança do atendimento não é motivada por economia, mas a dar rápida vasão aos casos de traumas e fraturas, por meio de encaminhamentos detalhados e corretos das solicitações”, finaliza o secretário.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias