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Quando iniciarem a mudança para seus novos lares, na manhã desta quarta-feira (24), as 144 famílias que ocuparão o residencial Bem Viver, instalado no Cajuru, já terão uma estrutura condominial segundo aquilo que pede a relação de convivência coletiva.

Assessorados pelo Consórcio B-C – formado pelas empresas Consenge Consultoria e Projetos e Engenharia Ltda. e Bonin Consultoria Sócio Ambiental – os proprietários dos imóveis recém-entregues pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab), já estão recebendo orientações e formações de acordo com as características da população ocupante do condomínio e já decidiram, inclusive, instalar uma portaria no local para garantir mais segurança ao espaço.

A formação dos condôminos, segundo o diretor de Área da Secretaria da Habitação e Regularização Fundiária (Sehab), Francisco Carlos Rodrigues da Silva, é uma exigência do programa Minha Casa Minha Vida e abrange a comunidade num processo que dura cerca de vinte meses. Trata-se do Projeto de Trabalho Social (PTS) que se organiza em ações educativas e informativas acerca da estruturação, direito e deveres dos beneficiados pelo programa habitacional.

Por meio de encontros que antecederam a mudança, os moradores já elegeram um síndico, que ficará responsável pela organização das questões comuns e pela cobrança da taxa de condomínio que cobrirá os benefícios e melhorias que vierem a ser realizados. Todos os moradores aprenderão sobre aspectos da organização burocrática de convivência em condomínios, as formas de administração e cobrança de taxas e até sobre o uso de espaços coletivos.

Ainda é responsabilidade do Consórcio B-C as ações que avaliam e identificam as demandas existentes em cada núcleo residencial para atuar diretamente nas questões de maior relevância, como é o caso de grupos de coletores de recicláveis, que precisam conhecer as delimitações de uso de área, em respeito aos demais habitantes. Este trabalho colabora na adaptação plena dos novos moradores e que, em sua maioria, vem de residências de rua.

Organizado em etapas, o Plano de Trabalho Social prevê pesquisa e monitoramento de situações que exijam ações de mitigação de impacto social, como é o caso da identificação de grande número de adolescentes, por exemplo. A partir dos dados alcançados, será possível a abordagem de temas em palestras orientativas. Dividida em eixos, a agenda de trabalho ainda contempla ações de educação ambiental e o reconhecimento de lideranças que possam potencializar a responsabilidade quanto ao coletivo.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias