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A Prefeitura de Sorocaba, por intermédio da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab) inicia na manhã desta terça-feira (24) o processo de mudança das 144 famílias sorteadas à ocupação do residencial Bem Viver, construído em parceria com os governos Federal e Estadual, pelo Minha Casa Minha Vida e Casa Paulista, no bairro do Cajuru.

Durante três dias – até a quinta-feira – uma média de 48 famílias por dia, ocuparão seus novos lares com dois quartos, sala, cozinha, área de serviço e banheiro. Ao todo são nove blocos com dezesseis apartamentos de 47m² cada, erguidos numa área total de mais de 8,2 mil metros quadrados onde ainda existe salão de festas, portaria, estacionamento interno e um playground.

Segundo a titular da Sehab, Julia Galvão Andersson, uma equipe da pasta estará de plantão no local oferecendo assessoria aos moradores. “Toda logística foi pensada de modo a colaborar para que o processo seja tranquilo e uma escala foi montada para que cada família chegue dentro dos horários adequados”, contou. Os novos ocupantes do Bem Viver já entram no residencial com um síndico escolhido e definição de implantação de serviço de portaria, que garantirá mais segurança ao local.

Minha casa, meu sonho

O sorriso no rosto mostra exatamente da emoção que a jovem Adriana Manoel Lopes, de 24 anos, está vivenciando. Mãe de Mikaelly, de cinco anos, e de Emilly, de dois, ela está prestes a se mudar para a tão sonhada casa própria. Nas últimas semanas, aliás, os sonhos têm alimentado todos os dias dessa mãe que discute com as pequenas de que cor será o quarto onde passarão a dormir daqui a alguns dias; como serão os novos amiguinhos e a nova escola.

“É uma vitória. Deus tem sido muito bom comigo”, diz ela que neste domingo celebrou o casamento com o marido Valmir e não esconde a satisfação de ter uma família construída na alegria. Família que se somará às demais 143 que, entre esta terça-feira (24) e a quinta (26), se mudam para o residencial Bem Viver, recém-entregue no bairro do Cajuru.

Em sua história, mal saída da adolescência, Adriana viveu a desolação de ter sido ludibriada juntamente com outras cem famílias que compraram um apartamento no residencial ‘Ilhas do Sul’, localizado na Zona Oeste da cidade. Com a promessa de vantagem, justamente porque o empreendimento havia sido abandonado e estaria mais barato para que os futuros moradores terminassem as obras, ela, o marido e mais duas irmãs juntaram tudo o que tinham e entregaram a dois homens que se intitulavam corretores. “Muita gente estava comprando e a gente achou que estava resolvendo o problema de nossa vida. Éramos três filhas casadas morando com a mãe e uma casa própria era o sonho”, conta. O pesadelo, na verdade, veio pouco mais de um ano após a mudança para o local e algum investimento em material de acabamento para adequar o apartamento. “Nós ainda investimos pouco. Teve gente que reconstruiu tudo e teve que abandonar, com uma mão na frente e outra atrás”, foi horrível.

Pior ainda para Adriana. Grávida de nove meses, ela viu sua filha nascer sem um lar. Mikaelly nasceu dois dias depois de iniciada a reintegração de posse dos prédios do ‘Ilha do Sul’. Levou um tempo e a família conseguiu assistência por meio do programa de Auxílio Moradia Emergencial (aluguel social), até que neste ano foi indicada para ocupação do novo lar.

Dos R$ 300 que coloca para completar os quase R$ 800,00 do aluguel dispendido no imóvel locado no Parque Manchester, Adriana usará apenas R$ 38,00 para pagar a mensalidade de seu apartamento. A diferença economizada permitirá a compra de novos móveis para a casa nova. “Será uma benção. O apartamento é ótimo, do jeito que eu queria, é bonito e tem espaço na cozinha”, conta a mãe que sorri ao imaginar que poderá passar as festas de Natal e Ano Novo numa casa que é sua. “Agora eu posso olhar para as minhas filhas e dizer; aqui é nosso, é de vocês e ninguém nos tira daqui. Não há o que pague isso”, comemora.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias