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Conforme a Prefeitura Municipal, atual gestora da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba desde 2014, a unidade não receberá novos pacientes, no momento, para os serviços no setor de oncologia, espaço destinado ao tratamento do câncer, porque está readequando o volume de atendimentos conforme acordo financeiro contratualizado.

Já os pacientes que estão utilizando desses serviços não sofrerão interrupções no processo de reabilitação, e serão atendidos normalmente até o recebimento de alta médica.

Questionada sobre a redução de atendimento, a Prefeitura explicou que o hospital está contratado para oferecer, mensalmente, tratamento de radioterapia para 110 pacientes, porém atende, em média, 430 por mês. O mesmo ocorre com os atendimentos ambulatoriais em oncologia e quimioterapia. O órgão justifica que, “apesar de todo o esforço na condução da questão, não houve, por parte do Estado ou da União, nenhum posicionamento no sentido de ampliar o teto financeiro, por isso algumas medidas precisaram ser tomadas”.

A Comissão de Gestão de Emergência ainda não conseguiu definir o percentual de redução no número de atendimento, porque cada paciente tem custo específico de assistência definido pelo tipo de quimioterapia ou radioterapia que será utilizado no tratamento. Fora a Santa Casa, o Conjunto Hospitalar de Sorocaba, segundo a Prefeitura, também está capacitado a atender pacientes oncológicos.

Em setembro, em reunião com os deputados estaduais, Carlos Cezar e Maria Lúcia Amary, o secretário municipal da Saúde, Antônio Francisco Fernandes, havia adiantado que os atendimentos a pessoas com câncer poderiam ser reduzidos devido à necessidade de recursos para o tratamento de pacientes de alta complexidade, porque Sorocaba contava apenas com um equipamento de radioterapia, instalado há 40 anos na Santa Casa, em estado crítico. Na ocasião, Fernandes cogitou a possibilidade de o município ficar sem aparelho de radioterapia no próximo ano e, com a diminuição dos atendimentos, pacientes teriam de se deslocar para outras cidades, como Jaú e Barretos.

No mesmo mês, durante cerimônia de início da obra do Hospital Estadual de Sorocaba, no quilômetro 106 da Rodovia Raposo Tavares, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou um repasse de R$ 400 mil para a Santa Casa para suprir demanda de atendimento de alta complexidade no município. “Nós apoiamos a Santa Casa e o Hospital Santa Lucinda. Só neste ano, já foram R$ 3,5 milhões de custeio. Esse repasse é para custear os atendimentos na área oncológica, que tem forte demanda”, disse na ocasião.

Já a Secretaria de Saúde do Estado, por meio de nota, afirma o seguinte: “O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba estranha as declarações da Prefeitura uma vez que, conforme já amplamente divulgado pelos veículos de comunicação da região, ficou combinado com o município que o Estado enviaria R$ 1,2 milhão extra à Santa Casa.

O investimento, realizado de forma absolutamente voluntária, será liberado até o final do ano. Paralelamente a isso, o DRS está fazendo estudos juntamente com os municípios da região para reorganizar a rede de atendimento oncológico. Não procede, portanto, a informação de que não tenha havido posicionamento do Estado em relação a esta questão.”

Fonte: Jornal Diário de Sorocaba

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