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O gestor da Santa Casa de Sorocaba, José Luiz Pimentel, confirmou ontem que o hospital deixará de atender, a partir de 1º de outubro, à demanda de alta complexidade que, por lei — segundo disse , é da competência do Estado.

Isso implicará uma redução dos atendimentos de oncologia (câncer). Já as cirurgias eletivas (como são chamados os procedimentos de menor gravidade) deixarão de ser feitas na Santa Casa.

A hipótese de redução dos atendimentos de alta complexidade já havia sido antecipada pelo secretário municipal de Saúde, Francisco Antonio Fernandes, caso o município não conseguisse uma ajuda financeira extra do governo do Estado. Em reunião na terça-feira com o secretário-adjunto Wilson Pollara, Fernandes expôs que seriam necessários de pelo menos R$ 28 milhões para fazer frente ao problema do déficit da saúde pública em Sorocaba. Em resposta, ouviu que, devido à falta de repasses da União, o governo do Estado nada poderia fazer. Pollara recomendou que Sorocaba procurasse se organizar com outros municípios.

Ontem, o gestor da Santa Casa, José Luiz Pimentel, confirmou que as cirurgias eletivas deixarão de ser realizadas a partir do dia 1º. E, quanto ao tratamento oncológico, o município só deverá dar conta da parte que lhe cabe, prevista em contrato mantido com o governo estadual, nas áreas de radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia.

Em resposta às informações divulgadas pelo secretário Fernandes após a reunião com o secretário-adjunto, a Secretaria de Estado da Saúde divulgou nota ontem em que afirma que a Santa Casa poderia receber recursos suplementares do programa Pró Santa Casa, mas isso não ocorre porque a instituição deixou de apresentar, em 2014, a documentação necessária para formalizar um convênio.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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