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Em meio à crise econômica que impactou as arrecadações voluntárias, entidades assistenciais de Sorocaba apostam nos bons resultados da edição 2015 da Festa Junina Beneficente e projetam faturar 20% a mais do que no ano passado.

As 33 instituições que ocupam o recinto do Parque das Águas estão confiantes, conforme o presidente da associação que as representa, Donizetti Emanuel de Morais. Para elas, a festa é uma oportunidade de recompor as finanças e continuar prestando serviços à comunidade.

Fatores como o tempo estável (em 2014 as chuvas atrapalharam o evento), a qualidade e diversidade de atrações e dos itens da gastronomia oferecidos ao público, reforçam o otimismo. A entidade estima que até o dia 7 de junho, data do encerramento, mais de 300 mil pessoas terão prestigiado a festa.

Donizetti destaca que a atividade, já tradicional, tem se aprimorado a cada nova versão. “Aprendemos a cada ano e vamos incorporando novidades à agenda, buscando sempre a satisfação dos visitantes”, afirmou. O caráter familiar do evento é um dos mais marcantes diferenciais.

“As pessoas encontram aqui um ambiente sadio, segurança e praticidade. Podem trazer os filhos, se divertir e, ao mesmo tempo, praticar a solidariedade que, aliás, é o traço mais característico do sorocabano. E isso nos motiva a fazer o melhor, a trabalhar para que todos tenham atendidas suas expectativas”, emenda Donizetti.

A mesma disposição e entusiasmo alcança os dirigentes da entidades que mantêm barracas no recinto. O diretor da Casa do Menor, Santi Uten Gambacorta, acredita num incremento de 20% nas vendas comparativamente ao ano passado. A entidade, que atende 20 crianças em situação de risco, tem na festa uma fonte de receita bastante proveitosa. Lanches variados e bebidas compõem o cardápio de guloseimas disponibilizado.

“Nossa demanda é muito grande e a Festa Junina contribuiu para que possamos manter em média 15% do nosso atendimento. Pode parecer pouco, mas esses recursos são vitais para o trabalho e para que não deixemos faltar o essencial àqueles a quem prestamos assistência”, destacou.

Rosangela Alves, presidente da ONG Centro Cultural Quilombinho, disse que a entidade participa pela terceira vez da festa. Destacou o nível da organização e também a importância da receita arrecadada durante o evento. “É muito importante e temos que trabalhar para superar a meta de movimento.”

A barraca da ONG tem, entre os itens de alimentação colocados à venda, o palmito recheado. “É uma das delícias mais procuradas pelo público”, garante Rosangela. O coordenador da igreja do Parque São Bento, instituição que fornece mensalmente 40 cestas básicas às famílias do bairro, Pedro de Carvalho Guimarães, disse que sem a festa junina seria praticamente impossível manter os projetos desenvolvidos naquela região da cidade. “Estamos esperando um crescimento de 20% a 25% nas vendas e temos a confiança de que essa meta será alcançada.” Na barraca, o carro-chefe dos produtos oferecidos aos visitantes são os pasteis de sabores variados.

Única fonte de renda

Pela Associação Integrar, o presidente Edair Buganza também projetou aumento no movimento da ordem de 15%. A entidade atende a 130 crianças e, a exemplo de outras instituições beneficentes, enfrenta problemas com o aperto financeiro. A festa, neste caso, contribui para o reforço de caixa, além de proporcionar, ao mesmo tempo, maior visibilidade ao trabalho executado. “Esse é um fator a ser considerado. Não apenas nós, mas todas as organizações aqui têm na festa a oportunidade de divulgar o que fazem, de ficar mais conhecidas e mostrar o alcance social do atendimento que prestam.”

Diretora da Associação Criança Feliz, Rosana Cazarin disse que a festa junina é a única fonte de renda de que a entidade dispõe. Como não mantém convênio com órgãos públicos, aposta nos bons resultados do evento. A Criança Feliz estima arrecadar 20% a mais do que apurou em 2014.

A barraca da entidade tem como destaque a sopa de cebola e de mandioquinha servida no pão italiano. A iguaria é uma das mais consumidas pelos visitantes. Para se ter ideia, somente no sábado passado (dia 23), foram vendidas cerca de 400 unidades do prato. “É graças ao esforço dos voluntários que conseguimos alcançar esse resultado”, afirmou Rosana.

O presidente da Associação que representa as entidades, Donizetti Morais, avalia que a festa junina tem muito potencial e deve crescer ainda mais. “Não apenas pelo viés econômico, que tem, sim, relevância, mas porque é importante divulgar o trabalho que cada instituição aqui presente desenvolve.”

Para Donizetti a agenda de atrações que prevê shows de nomes como a dupla Edson e Hudson, Hugo e Thiago, e Pedro Paulo e Alex, entre outros, deve ajudar na superação das expectativas do movimento. “Estamos trabalhando para isso e vamos, a cada nova edição, oferecendo o melhor.”

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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