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O investimento do município de Sorocaba no último ano de mandato do prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB), ano eleitoral, vai aumentar em 27,8%, passando dos atuais R$ 205,9 milhões para a previsão de R$ 263,2 milhões em 2016.

O secretário da Fazenda, Aurílio Caiado, afirmou que o aumento de investimento não tem ligação com o ano eleitoral e sim com o tempo de ação de um mandato.

De acordo com ele, o primeiro ano de mandato é de planejamento das ações, o segundo ano é de captação de recursos e os dois últimos são de execução dos projetos.

Entre os investimentos abrangentes no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano que vem, que foi protocolado na Câmara de Sorocaba, na quinta-feira passada, estão as obras do BRT e também do programa Mobilidade Total. Atualmente, o edital do BRT está suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE/SP) e o município apresenta informações para tentar sanar as falhas apontadas. Caiado informou que o cronograma de previsão para entrega do BRT é de 18 meses, após a licitação, com dois meses de licença ambientais, quatro meses de projetos e doze meses de obras. “A previsão de entrega é neste período e quando vai ser assinado o contrato, vai depender da licitação. Hoje está suspensa e a gente acha que em breve vai resolver o problema.”

Além do BRT, os recursos da LDO, também vão atingir as obras de mobilidade urbana, com o programa Mobilidade Total. De acordo com Caiado, são ao todo 16 obras, com vários viadutos e a implantação da via marginal ao córrego Itanguá. Há ainda o recapeamento e pavimentação de centenas de ruas e avenidas.

O secretário da Fazenda, Aurílio Caiado, acredita que o volume de obras do Mobilidade Total e do BRT não vão alterar o rumo da eleição municipal. Depois, na sequência da resposta, ele afirma que não consegue fazer avaliações políticas. “Duvido muito, acho que não. Não consigo avaliar isso, sou muito técnico para qualquer avaliação política. Não navego neste mundo político, então fica difícil.”

Não é eleitoral

Caiado afirmou ainda que o volume de obras no último ano não tem caráter eleitoral e que estão mais ligadas ao tempo de ação de um mandato. Segundo ele, o primeiro ano de governo é de planejamento, com a realização e estruturação dos planos e verificação de fontes de financiamentos e possibilidades. O segundo ano, disse o secretário, é de captação de recursos, como por exemplo a aprovação do BRT realizada no final do ano passado e iniciada no governo do ex-prefeito Vitor Lippi, como também os recursos do PAC, Desenvolve SP e CAF (projeto Mobilidade Total). Caiado acrescentou que o terceiro e quarto ano são os de execuções dos projetos. “O terceiro ano tem uma diferença grande, em relação aos investimentos dos anos anteriores. No ano que vem, cresce bastante o investimento, porque os recursos que estão sendo tomados deverão ser gastos e entram no orçamento.”

De 2014 para 2015, o investimento saltou de R$ 78,2 milhões para os atuais R$ 205,9 milhões, com crescimento de 163,1%. Os investimentos para 2017 e 2018, de acordo com a LDO, são de desaceleração, com previsão de R$ 179, 2 milhões e R$ 113,6 milhões, respectivamente.

11,05%

O crescimento no orçamento, de 2015 para 2016, será de 11,06%, com arrecadação de R$ 2,57 bilhões na reestimativa deste ano (até agora) e R$ 2,85 bilhões para o ano que vem. De LDO para LDO, no comparativo, o reajuste seria de 7,99%, com a estimativa de 2,64 bilhões para este ano. De acordo com Caiado, na reestimativa deste ano houve uma redução de arrecadação na margem de 3%, motivado pela crise que atinge o país neste ano

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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