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A capacidade de um veículo do transporte coletivo urbano que circula em Sorocaba varia conforme o modelo e, atualmente, existem cinco tipos na rede, segundo a Urbes – Trânsito e Transportes.

Contudo o limite para todos é de seis passageiros em pé por cada metro quadrado, fora os que viajam sentados.

O número total de usuários que pode embarcar está afixado no painel frontal, acima do banco do motorista.

O limite deve ser fiscalizado pela empresa pública, que afirma acompanhar o movimento através de câmeras, dados da bilhetagem eletrônica e fiscais de viagens.

Ainda de acordo com a Urbes, durante todo o ano de 2014 foram detectadas cerca de 18 viagens por dia no limite de lotação, dentre as 107 linhas do sistema. Considerando a média de 5 mil viagens diárias, os veículos lotados representam 0,36%. Entretanto, na prática, usuários do transporte coletivo reclamam de veículos superlotados, principalmente em horários de pico, pela manhã e início da noite, e relatam que raramente é impedida a entrada de passageiros depois de a capacidade ter sido atingida.

Pelo menos duas vezes por semana, a manicure Sueli Cordeiro Viana embarca no Parque das Laranjeiras com destino à zona sul da cidade. “Como pego no ponto final, encontro lugar; mas, para voltar, é terrível e difícil de presenciar motoristas que avisam que o ônibus está lotado e não dá para subir ninguém.” Ela conta que já presenciou brigas devido à lotação. “Quando está cheio e abrem a porta para entrar mais gente, e não tem mais o que fazer, sai até briga.”

O pedreiro Romoaldo Andrade Santos sai de casa todos os dias às 4 horas da madrugada. Ele mora no bairro George Oeterer, em Iperó, e embarca no ônibus do Ipatinga até o Terminal Santo Antônio, onde pega o Parque Campolim até chegar ao trabalho, às 7 horas. “Cedo até que é vazio, mas depois das 17 horas é complicado. Acontece de eu estar na fila do terminal e optar pegar o próximo carro, porque sempre lota.” Santos diz que, dependendo do horário, o itinerário muda e ele precisa caminhar seis quilômetros de volta para casa. “E quando o ônibus está lotado, não impedem ninguém de subir.”

A promotora de vendas, Jenyfer Aparecida Luz Roberto, não concorda com o grande número de pessoas dentro dos ônibus. “Moro no Parque Campolim e são raros os dias em que consigo um lugar.” Por outro lado, ela diz que, às vezes, os motoristas não param porque o carro está lotado. O mesmo comenta a auxiliar de Recursos Humanos, Aline Corrêa, referindo-se a veículos das linhas do Éden e Cajuru do Sul. Sobre a capacidade dos ônibus, ela acredita “não ser possível caber seis pessoa por metro quadrado.”

LIMITE – As linhas com maiores demandas de passageiros e que registram viagens com veículos lotados são a 58 – Vitória Régia, 62 – São Bento, 62/1 – São Bento II, 65 – Campolim, 73 – Júlio de Mesquita e 76 – Paineiras. Entre os quesitos considerados para o cálculo da capacidade de passageiros, de acordo com a Urbes, estão a demanda, distância percorrida, velocidade, veículo disponível, quantidade de pontos de parada, entre outros.

Questionada sobre as providências tomadas, assim que o limite excede o preconizado em norma técnica, de seis pessoas por metro quadrado, a empresa pública afirma que, quando ocorre com certa regularidade, são oferecidas viagens extras até que uma nova programação de horário seja feita para distribuir a demanda.

Fonte: Jornal Diário de Sorocaba