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Para combater a proliferação da dengue em Sorocaba, uma das ações da Secretaria da Saúde (SES) é o arrastão, que tem como objetivo remover materiais que acumulam água e servem de possíveis criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

Nesta sexta-feira (27), um dos bairros visitados pela equipe da Divisão de Zoonoses da Área de Vigilância em Saúde foi a Vila Fiori, localizado na Zona Norte da cidade.

“É muito importante que a população saiba que 90% dos focos da dengue são encontrados nas residências. Ou seja, se todos colaborarem e vistoriarem suas casas semanalmente, eliminando todos os possíveis criadouros do mosquito da dengue, podemos vencer esta luta”, destaca Leandro Arruda, chefe da Divisão da Zoonoses. “O nosso apelo à população é também para que não jogue lixo nas calçadas, terrenos e ruas”, solicita.

Os agentes da Secretaria da Saúde vão de casa em casa para fiscalizar e passar orientações aos moradores de como manter o local limpo sem recipientes abertos que possam servir de foco do mosquito, como por exemplo manter as caixas d’água devidamente tampadas, guardar garrafas sempre de cabeça para baixo, lavar semanalmente os bebedouros de animais com sabão e furar os pratinhos dos vasos de planta.

Além disso, a Zoonoses está recolhendo materiais que os moradores não usam mais e querem se desfazer. A população dos bairros visitados pode colaborar separando todas as latas, garrafas, tambores, móveis velhos e todo tipo de material que possa acumular água, com exceção de entulho de construção.

Este trabalho de combate à dengue exige a colaboração da população. “É muito importante que os moradores abram suas portas para receber e atender estas equipes”, explica Leandro Arruda.

Continua hoje

O arrastão continua neste sábado (28) na Vila Assis, Vila Fiori e Vila Helena, das 9h às 16h. Já na próxima semana, de segunda-feira a sexta-feira (de 2 a 6 de março), as equipes vão percorrer as ruas dos bairros Itapemirim, Barcelona e Vila Melges. Os arrastões devem ocorrer entre 8h30 e 16h.

Mau exemplo

Um lugar que chamou a atenção da Zoonoses foi uma residência que serve como oficina de conserto de eletrodomésticos. No imóvel, foram encontradas dezenas de geladeira, máquina de lavar, micro-ondas, secadora, bebedouro, tambor, galão, entre outros objetos, empilhados e sem proteção da água da chuva.

Recebido pelo funcionário da oficina, o agente da Vigilância Sanitária, Marcio Rodrigues Rios, orientou para que seja feita uma cobertura de toda a área.

Nos fundos da residência, um recipiente que serve como bebedouro para as galinhas acumulava larvas e a pulpa do Aedes aegypti. Novamente, a Zoonoses orientou para que esta água seja trocada diariamente e o pote seja sempre limpo com uso de uma esponja.

Ao final da vistoria, o agente da Secretaria da Saúde solicitou que o funcionário repassasse as recomendações ao proprietário da oficina e que separasse tudo o que eles quisessem que a Zoonoses recolhesse no período da tarde.

Larvas do mosquito em pneu

Outro local vistoriado foi um terreno que serve para abrigar carros de uma oficina de funilaria. O proprietário Vando estava no local e explicou que está sempre “de olho” nos veículos para não servirem de criadouros do mosquito da dengue. “Minha mãe e os vizinhos pegam no meu pé e eu dou uma olhada todo dia para ver se tem água parada”, afirma.

O agente da Vigilância Sanitária orientou para que Vando cubra a área com telhado. “Os carros que estão inteiros e fechados não têm problema, mas esses pedaços de lataria podem servir como criadouro. Enquanto você não cobre esta área com telhado, é importante que você coloque sabão em pó em locais que podem acumular água”, orientou.

Segundo o proprietário da oficina, ele também furou o assoalho dos carros desmanchados para não acumular água. Mas mesmo com ele atento aos detalhes, embaixo de alguns objetos foi encontrado um pneu com água parada que continha as larvas do Aedes aegypti.

“Um mosquito pode causar um estrago muito grande no quarteirão. Em 45 dias, que é o seu tempo de vida, ele pode picar dezenas de pessoas”, alerta o funcionário público.

O agente da Secretaria da Saúde jogou a água do pneu e pediu a Vando que separasse, além do pneu, todos os outros materiais que ele quisesse se desfazer para que o caminhão da Zoonoses passasse para recolher no período da tarde.

José Carlos cuida bem da sua casa

Uma das residências visitadas foi do aposentado José Carlos Cruz, que recebeu a equipe da Zoonoses ao lado de sua nora Vânia Dias da Cruz. Ela contou ter três parentes neste momento com dengue.

Felizmente, a casa do munícipe não tinha nenhum foco do Aedes aegypti. “Passo repelente e não é só isso, cuido muito bem da minha casa, deixo tudo em ordem para não ter nenhum criadouro e passo veneno aqui diariamente”, conta José Carlos

E foi exatamente o que foi constatado pelo funcionário da Zoonoses. “Apesar de seu quintal ter bastante coisa, estão de parabéns. Tudo o que vocês têm estão armazenados de forma correta”, elogiou Marcio Rodrigues Rios, agente da Vigilância Sanitária. Da casa de José Carlos, a Zoonoses levou uma caixa d’água, frascos de plásticos, canos e latas, que estavam posicionados da forma correta.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias