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Uma chácara de aproximadamente 4 mil metros quadrados de área passa por obras e adaptações para receber os alunos que estudam no casarão que pertence ao Santuário Arquidiocesano de Aparecidinha.

O prazo para a entrega do espaço da Igreja Católica, normalmente utilizado para eventos da comunidade religiosa, vence neste mês de dezembro, no entanto, os pais alegam não ter informações precisas sobre a nova estrutura, assim como a segurança da edificação e a construção da prometida escola para atender o ensino fundamental da região.

Um abaixo-assinado com mais de 500 adesões cobra uma solução definitiva para o problema. Segundo eles, a Prefeitura se vale novamente de procedimento provisório para que as crianças não fiquem sem estudar.

A propriedade que foi adquirida pela Prefeitura por R$ 1,2 milhão fica no próprio bairro – cerca de quinhentos metros do casarão -, na rua Roberto Vieira Holtz. Apesar das obras para a adaptação do prédio estarem em andamento, a dona de casa Kátia Andrea dos Santos, de 38 anos, do Jardim Josane, afirma que os pais tomaram conhecimento da chácara recentemente, por meio de uma das professoras. “Não teve nem reunião para comunicar. Ainda não sabemos onde fica essa chácara, como ela é, quando vai começar as obras e se vai dar tempo de terminar. Parece que tem piscina.” Embora seja moradora de Aparecidinha, a enfermeira Valdina Souza, 46, não tem nem ideia de onde fica o espaço que abrigará as crianças no próximo ano letivo.

“Mas ainda assim não é um prédio adequado. É improvisado de novo”, critica. Valdina conta que, apesar de adaptado, o casarão não possui cozinha. Durante o ano raramente era servido merenda. “As crianças recebem lanche.” Para a dona de casa Márcia Cristina de Oliveira, 47, da Vila Amato, o ensino deste ano foi bastante prejudicado com a redução das horas/aula durante as obras do casarão. Ela explica que a sua cunhada chegou a matricular o filho numa escola do Éden. “Mas a van escolar ficava muito caro. Quando trouxeram as crianças para o casarão ela decidiu mudar meu sobrinho pra cá também”, justifica. Márcia comenta que os pais de seu sobrinho estão preocupados e nada contentes.

Kátia Andrea esperava que a filha já pudesse estar estudando na escola prometida para o bairro Aparecidinha. “Essa escola não sai nunca”, critica a pensionista Benedita Moreno de Oliveira, 72. Ela conta que há cinco anos ouve falar que a Prefeitura iria construir, e reclama da situação dos alunos. “Vão improvisar de novo, e depois?”, questiona. A autônoma Rosemeire Monteiro da Silva, 45, do Jardim Josane, soube que a partir do ano que vem o Centro de Educação Infantil (CEI) 10 “Eglantina Rocco Perli” (ao lado do casarão) também não atenderá crianças do Pré 1 e Pré 2. “Por causa do espaço. Parece que vão colocar alunos do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental.”

Preocupada com a situação, a autônoma realiza um abaixo-assinado para cobrar uma solução definitiva da administração pública, em nome dos moradores do bairro Aparecidinha, Vila Amato, Jardim das Flores, Topázio e Josane. “A demanda de crianças que precisam de escola só está crescendo”, observa ela. O abaixo-assinado teve até o momento 500 adesões.

Dentro do prazo

A edificação que passa por adaptação para receber as crianças terá seis salas de aula: três de 13 m2 a 14,80 m2 cada, e três salas de 17,5 m2 a 22 m2, calcula o encarregado de obras Osmir Marciano, da Casagrande Serviços. Ao todo serão três banheiros com dois sanitários cada um. Haverá refeitório, cozinha e despensa, além de pátio coberto. Marciano explica que as duas piscinas serão eliminadas e não oferecerão riscos. Uma delas está sendo coberta com entulhos para depois receber concreto. Já a escada externa terá corrimões. As obras do novo espaço estão em andamento há mais de um mês, com um total de dez funcionários. O encarregado afirma que o prédio deve ser entregue em janeiro, dentro do prazo previsto.

Por meio do Serviço de Comunicação (Secom), a Secretaria da Educação (Sedu) informa que a chácara foi adquirida a R$ 1,2 milhão. A área construída soma 271,97 m2 e o total do terreno é de 4.061,16 m2. Para o ano letivo de 2015, a unidade atenderá dez turmas do Ensino Fundamental. Os cerca de 180 alunos serão atendidos até o término da nova escola, prevista para agosto de 2016. A equipe técnica da Prefeitura executou o projeto de adaptação do local, por meio do programa Escola Bonita. Quanto à demanda de pré-escola será atendida no CEI-72 (rua Seichi Murikame, 180, Aparecidinha), CEI-88 (rua Seis, s/nº, Jardim Josiane) e CEI-104 (rua José Rosa Filho, 128, Morada das Flores).

A nova escola que atenderá o Ensino Fundamental será edificada em área institucional, na rua Luiz Almeida Marins, em Aparecidinha. Por enquanto está em fase de licitação para definir a empresa que será responsável pela construção. O novo prédio está previsto para ser entregue em agosto de 2016.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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