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O segundo maior gasto durante as campanhas dos deputados eleitos foi também do PSDB. Maria Lúcia Amary, que se reelegeu e irá continuar ocupando sua cadeira na Alesp por mais quatro anos, teve despesas na ordem de R$ 675,4 mil.

Em seguida aparece o deputado federal reeleito Jefferson Campos (PSD), com gastos de R$ 653,8 mil. Carlos Cézar (PSB), que também conseguiu se reeleger para mais um mandato na Alesp, investiu R$ 358,7 mil em publicidade e demais gastos durante sua campanha.

O ex-prefeito Vitor Lippi (PSDB), que teve o maior gasto entre os cinco deputados eleitos, relata que o valor investido na sua campanha “foi suficiente para que a campanha acontecesse em Sorocaba e outras 20 cidade da nossa região”. Ele informa que não teve problemas para levantar mais de R$ 809 mil para investir em sua publicidade, pagar despesas com pessoal e serviços feitos por terceiros, locar veículos e pagar contas de água e energia elétrica do imóvel que abrigou sua equipe de campanha, no bairro Campolim. “Os recursos nos permitiram realizar uma divulgação do nosso trabalho nos últimos anos e permitiu que a população conhecesse os nossos candidatos. Os recursos foram utilizados de maneira estratégica, para proporcionar o melhor resultado”, declara, em nota de assessoria de imprensa.

O deputado federal Jefferson Campos defende que o valor não foi tão alto se comparado com a média dos outros candidatos em geral. Para ele, o investimento valeu a pena, pois “teve resultado positivo”. “Acho importante ressaltar que desse valor total que consta na declaração dos gastos, grande parte é proveniente do partido e o restante de recursos estimáveis (uma espécie de doação que não é necessariamente financeira, ou seja, quando uma pessoa doa seu veículo para circular com a propaganda do candidato no período eleitoral, por exemplo). Portanto, considerando que a doação que recebi foi repasse do meu partido, não foi difícil arrecadá-lo”, ressalta, em nota de assessoria de imprensa.

Estaduais

Para o deputado estadual Carlos Cézar (PSB), “infelizmente ainda é necessário ter despesas com publicidade em campanha eleitoral para prestar contas de tudo que foi realizado no mandato”. “Acredito que a população está cada vez mais politizada e que passará a acompanhar o trabalho dos eleitos com mais atenção, o que tornará os gastos eleitorais menos onerosos num futuro próximo”, relata, em nota. Ele considera os gastos como baixos e diz que a maior parte do valor foi destinada pelo partido.

O deputado estadual eleito Raul Marcelo (Psol) foi procurado, via celular, para comentar o assunto, porém não retornou aos recados deixados pela reportagem. A deputada estadual Maria Lúcia Amary (PSDB) também foi contatada e disse que seus gastos condizem com o trabalho realizado ao longo de seus mandatos como parlamentar.

“Considero que o valor condiz com todo o trabalho que realizei durante os meus mandatos como deputada estadual, comprovado nas urnas com expressiva votação tanto em Sorocaba como em toda a Região Metropolitana, sendo a segunda mulher mais bem votada no estado de São Paulo.

A cada novo mandato, a tendência é que se aumente o número de cidades visitadas e, com isso, a abrangência do trabalho também tende a aumentar. Isso deve ser levado em consideração, pois estou indo para o quarto mandato. Porém, avalio que os gastos estão dentro da média dos outros candidatos eleitos por Sorocaba.”

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul