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A deputada federal Iara Bernardi e o vereador Carlos Leite (ambos do PT) ingressaram ontem com representação junto ao Ministério Público de Sorocaba para pedir que o órgão investigue a falta de equipamentos públicos básicos no Condomínio Residencial Jardim Carandá.

Com as obras dentro do cronograma, o empreendimento contará com 16 quadras independentes (cada uma é considerada um condomínio), reunindo 10 torres de 16 apartamentos, cada um com 47,4 metros quadrados.

O residencial, conforme noticiado ontem pelo Cruzeiro do Sul, não dispõe da infraestrutura necessária para atendimento da demanda que a ocupação por mais de 8 mil pessoas acarretará a partir de julho do ano que vem.

Faltam creches, escolas, o acesso se dá pela rodovia Emerenciano Prestes de Barros, que faz a ligação com o município de Porto Feliz e que possui pista única, o que oferece risco à segurança das pessoas e o comércio mais próximo fica a pelo menos quatro quilômetros das moradias.

O projeto foi contratado na gestão do ex-prefeito e deputado federal eleito Vitor Lippi (PSDB) e está praticamente pronto. A ausência de equipamentos, porém, compromete o uso das 2.560 unidades. Esta semana, o assunto foi debatido em Brasília entre técnicos do Ministério das Cidades e o prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB).

Os parlamentares alegam no pedido que o Município não destinou áreas institucionais para a implantação dos serviços públicos necessários, embora o Paço tenha informado, em resposta a requerimento apresentado na Câmara pelo vereador Carlos Leite, que cumpriu a legislação vigente que regulamenta a matéria.

O condomínio também foi construído sem a realização do Estudo de Impacto de Vizinhança. Esta semana, entrevistado por uma emissora de rádio, Pannunzio disse que não pode ser responsabilizado pelos problemas que agora vêm à tona.

Para os autores da representação, “o problema é que agora muitas coisas precisam ser feitas e é isso que esperamos que a Promotoria apure”, disse Carlos Leite.

No requerimento, eles também pedem que o MP apure e tome providências por conta de eventual descumprimento por parte do prefeito de deveres de ofício, publicidade de atos oficiais e prestação de contas. A reportagem encaminhou questionamento ao Serviço de Comunicação do Paço para que se manifestasse a respeito do ingresso da representação no MP. Até o fechamento da reportagem, porém, nenhuma resposta foi encaminhada à Redação.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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