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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a situação da saúde em Sorocaba pretende responsabilizar a administração do ex-prefeito Vitor Lippi (PSDB) por problemas enfrentados no passado e que prosseguem atualmente, segundo revelou ontem o presidente da CPI, o vereador Izídio de Brito (PT).

“Eu não tenho dúvidas de que o relatório (final) deverá responsabilizar o ex-prefeito Vitor Lippi pelos problemas na saúde, e talvez alguns prestadores de serviços”, disse o vereador, após uma reunião com outros parlamentares para definir os rumos dessa CPI.

O ex-prefeito Vitor Lippi (PSDB) considerou estranho que queriam responsabiliza-lo antes mesmo da CPI ser concluída. “É conveniência política”, disse.

O vereador Izídio prevê que o relatório final seja concluído em meados do próximo mês de fevereiro e entende que a gestão do ex-prefeito tem responsabilidade porque Lippi foi secretário da Saúde por oito anos e prefeito por mais oito anos.

“Não tomou as devidas providências para romper cartel, para romper os lobies na cidade, para não indispor com os prestadores de serviços, mesmo com os índices em mãos que ele tinha da falta de atendimento”, afirmou.

O ex-prefeito recém eleito deputado federal Vitor Lippi diz que problemas na saúde sempre existiram, continuam existindo e provavelmente existirão, já que ocorrem em todo o Brasil e se assim for, todos os prefeitos seriam responsabilizados. Acrescentou que nas prefeituras governadas pelo PT também há problemas na saúde.

Lembrou, entre outras ações, que ampliou em 50% o número de médicos enquanto foi prefeito, elevou o atendimento na Policlínica, construiu oito unidades básicas da saúde e destinava para a saúde mais recursos do que o exigido por lei.

Com a criação de uma CPI exclusiva para investigar a Santa Casa e outra para apurar o Hospital Evangélico, o vereador Izídio explica que a CPI da Saúde deverá apontar, por exemplo, as dificuldades enfrentadas na rede básica e o entrave que existe quando os pacientes precisam ser atendidos na média complexidade como na Policlínica, por exemplo.

Entre outros problemas, também aponta que faltou a descentralização do atendimento de saúde para os bairros.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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