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Por 14 votos favoráveis e seis contrários, a Câmara de Sorocaba aprovou em segunda discussão o projeto de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Físico Territorial de Sorocaba. Após a votação, integrantes de associação de moradores de diversos bairros e de movimentos sociais começaram a gritar indignados.

Com faixas, cartazes e abaixo-assinado, o público tentou pressionar os vereadores a rejeitar o projeto e a pedir mais participação popular na discussão da proposta e esclarecimentos.

Os votos a favor foram de Marinho Marte (PPS), Irineu Toledo (PRB), Waldecir Morelly (PRP), Wanderlei Diogo (PRP), Rodrigo Manga (PP), Fernando Dini (PMDB), Anselmo Neto (PP), Muri de Brigadeiro (PRP), José Francisco Martinez (PSDB), Neusa Maldonado (PSDB), Waldomiro de Freitas (PSD), Claudio Sorocaba 1 (PR), Pastor Apollo (PSB), Tonão Silvano (SDD).

Votaram contra o projeto os petistas Carlos Leite, Francisco França e Izídio de Brito, além de José Crespo (DEM), Jessé Loures (PV) e Luis Santos (Pros).

Com a aprovação, as 221 emendas apresentadas pelos vereadores começaram a ser discutidas.

O pedido do promotor de Justiça, Jorge Alberto de Oliveira Marum, entregue na tarde de ontem ao presidente do Legislativo, o vereador Cláudio do Sorocaba 1 (PR), recomendava que a votação fosse adiada em 60 dias. Dezoito vereadores rejeitaram o adiamento e apenas Jessé Loures (PV) foi a favor.

Com a revisão do Plano Diretor, a cidade terá aumento de 26% em sua área urbana, com redução de 45% da zona de conservação ambiental, menos 28% das áreas de chácaras e diminuição em 19% de zona rural. Só na zona residencial tipo 2, o aumento é de 76%, com 36 quilômetros quadrados a mais (o que significa 36 milhões de metros quadrados).

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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