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A arrecadação de tributos federais nos meses de janeiro a setembro de 2014, na região de Sorocaba (que abrange 52 municípios), foi de R$ 7.559.253.176. O montante superou em 8,2% o valor acumulado no mesmo período no ano anterior, R$ 6.987.671.876.

Considerando somente o último mês de setembro, no entanto, o valor arrecadado ficou 5,5% menor, na comparação com agosto. Ao todo, foram R$ 808.826.715, em setembro, contra R$ 856.111.367 obtidos em agosto.

Em relação a setembro do ano passado, no entanto, os números apontam que a arrecadação cresceu. Naquele mês, os tributos renderam R$ 807.843.609 ao governo federal.

Apesar dos números apresentarem um crescimento de 0,1% de um período para outro, no entanto, o resultado é negativo quando descontada a inflação acumulada, em setembro, de 6,75%, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os números são da Delegacia da Receita Federal do Brasil, em Sorocaba.

Principais tributos

Os principais tributos arrecadados na região de Sorocaba, em setembro deste ano, em termos de valor, foram a Contribuição Previdenciária, que somou R$ 311.177.827, informa o delegado da Receita Federal, Francisco José Branco Pessoa. A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) rendeu R$ 146.822.926, enquanto o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) respondeu por R$ 90.686.313.

Em relação a agosto deste ano, setembro recebeu um incremento na arrecadação do Imposto sobre Propriedade Territorial Rural (ITR), “em razão do prazo do vencimento do tributo”. Também houve um aumento de 9,5% na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que rendeu mais R$ 5.168.574 na soma da região. Conforme o delegado da Receita, contudo, a arrecadação do IPI caiu 28,7% de agosto a setembro, o que significou R$ 36.461.206 a menos.

Outros tributos registraram queda na arrecadação como o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O primeiro teve retração de 16,6%, o que corresponde a menos R$ 13.129.487 nos cofres federais. Já o segundo tributo teve queda de 11,4%, ou seja, R$ 4.360.986 a menos no total.

Destaques positivos

No comparativo com setembro de 2013, os destaques positivos do mesmo mês este ano, segundo o delegado Francisco Pessoa, foram a Contribuição Previdenciária, que aumentou 6,2%, somando R$ 18.239.496 a mais; e a Cofins, que rendeu R$ 7.999.827, o que representa aumento de 5,8%.

Por outro lado, de setembro de 2013 para o mesmo mês em 2014 teve três impostos cuja retração é destacada pelo delegado da Receita Federal. A maior queda foi do IPI, que retraiu 19,7%, rendendo menos R$ 22.294.458. O IRPJ teve uma redução de R$ 10.025.589, ou seja, queda de 13,2%. Por fim, o IRRF caiu 15%, o que significa R$ 10.529.423 a menos nos cofres do governo federal.

Estagnação

O valor 0,1% maior na arrecadação de setembro de 2013 no comparativo com o mesmo mês neste ano, na verdade, representa queda, observa o economista Marcos Canhada, professor da Universidade de Sorocaba (Uniso). Isto porque o crescimento foi nominal, ou seja, sem descontar a inflação de 6,75% acumulada no período de 12 meses, explica. “A arrecadação está atrelada à movimentação da economia. Se a economia está estagnada, a arrecadação também estará.”

A preocupação, detalha Canhada, é verificada quando se observa os tributos que registraram queda nesse período, como o IPI, o IFPJ e o IRRF. “O IPI mostra a estagnação na indústria, que, consequentemente, provoca redução de postos de trabalho e mexe com pessoas físicas no processo de tributação na fonte.”

A expectativa do economista é de que, no fim do ano, ocorra uma adição de recursos na economia do país. “A injeção do 13º salário e do dinheiro das pessoas que acumulam algum tipo de poupança que vão disponibilizar para gastar em festas de fim de ano sinalizam uma melhora”, comenta. Porém, melhoras mais significativas devem ocorrer a partir do momento que as empresas retomarem os investimentos, conclui Canhada.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul