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Sorocaba é 14ª cidade mais populosa do país, exceto as capitais. O levantamento foi divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A data de referência é 1º de julho de 2014. Segundo o órgão, Sorocaba possui 637.187 habitantes e está atrás de cidades como Campinas (1.154.617), Ribeirão Preto (658.059), São José dos Campos (681.036) e Guarulhos (1.312.197). Os 25 municípios mais populosos somam 51 milhões de habitantes, representando 25,2% da população total do Brasil.
Estima-se que o Brasil tenha 202,7 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento de 0,86% de 2013 para 2014. O município de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 11,9 milhões de habitantes, seguido por Rio de Janeiro (6,5 milhões), Salvador (2,9 milhões), Brasília (2,9 milhões) e Fortaleza (2,6 milhões).

A tabela com a população estimada para cada município foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de hoje. Os resultados das Estimativas de População 2014 também podem ser acessados aqui. Veja também uma análise completa das estimativas populacionais.

Em quatro anos, a cidade recebeu 50.562 moradores, o que correspondeu a um crescimento de 8,6%, comparado ao último Censo, em 2010, que apontava uma população de 586.625. Os números fazem parte da última estimativa populacional, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a julho de 2014. Em relação à estimativa divulgada no ano passado, que indicava 629.231 habitantes no município, a taxa de crescimento foi de 1,2%, um pouco acima da média nacional (0,86%).

As estimativas da população residente para os municípios brasileiros, realizadas pelo IBGE, que tem como data de referência 1º de julho de 2014, foram elaboradas a partir da projeção para cada estado. A esses dados são incorporados os resultados dos parâmetros demográficos calculados com base nos resultados do Censo Demográfico 2010 e nas informações mais recentes dos registros de nascimentos e óbitos de cada município. Os números são atualizados anualmente e são utilizados oficialmente para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios.

Região Metropolitana: A recente criada Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), instituída oficialmente no dia 8 de maio deste ano, já desponta como a terceira maior do estado de São Paulo em população – ficando atrás apenas da Grande São Paulo e da Região Metropolitana de Campinas – e a 15º maior do país. Os 26 municípios que compõem a RMS somam 1.867.260 habitantes. Em relação ao Censo 2010, o índice de crescimento foi de 8,1%, com 140.475 novos moradores. Em relação à estimativa de 2013, o aumento populacional na RMS foi de 1%.

As cidades com maior índice de crescimento populacional no comparativo ao Censo 2010 foram Iperó (15%), Araçariguama (14,9%), Boituva (12,9%), Araçoiaba da Serra (12,5%) e Cerquilho (11,8%) e Alambari (11,7%). Entre os municípios com menores índices de crescimento, o destaque ficou com conta de Tapiraí, que embora tenha mantido praticamente o mesmo número de habitantes em relação ao Censo de 2010, chegou a apresentar uma pequena no total de habitantes no comparativo à estimativa do ano passado. Outros municípios com baixo índice de crescimento foram São Miguel Arcanjo (3,9%), Piedade (4,5%), Mairinque (5,8%) e Ibiúna (6,5%), todos com perfil mais rural.

Força de negociação: Para o especialista e consultor em gestão pública, Luiz Antônio Barbosa, os números divulgados pela estimativa populacional do IBGE demonstram o poder de força que foi conquistado pelos municípios que compõem a Região Metropolitana de Sorocaba, que não trabalham mais de forma unitária, mas em conjunto na busca de novos investimentos para o seu desenvolvimento.

Ele destaca que a região administrativa de Sorocaba, que incluía o região Sul do estado, onde estão os municípios mais pobres, fazia com que a cidade se colocasse como centro de atendimento, como na área de saúde, sendo obrigada a absorver toda essa demanda populacional. “Com a criação da Região Metropolitana, o poder de barganha das prefeituras ficou mais forte, pois não se pensa mais em uma cidade polo, mas sim no conjunto.” Barbosa argumenta outras regiões do Estado, como Campinas e Ribeirão Preto se destacavam por ter um entorno mais rico e com isso a distribuição de receita se dava de forma mais equitativa, o que deverá ser refletir também na Região Metropolitana de Sorocaba.

O especialista em gestão pública alerta, no entanto, que para que isso ocorra é necessário um trabalho conjunto entre as prefeituras e também na divisão de responsabilidades. “Não dá mais para pensar no desenvolvimento de uma única cidade. É necessário que todas se desenvolvam para oferecer à sua população os serviços necessários para que outra cidade, como ocorre hoje com Sorocaba, não tenha que assumir as carências das demais. Esse é o grande desafio hoje, o desenvolvimento regional”.

Luiz Barbosa destaca que o fato de cidades de menor porte da região terem apresentado índices de crescimento demográfico maior já é um reflexo da tendência que se tem observado de migração populacional e de investimento dos grandes centros. “Cidades como Boituva, Araçariguama e até mesmo Iperó, pela proximidade com São Paulo e a logística favorável, têm recebido novas empresas e, consequentemente, novas famílias que vêm de cidades já saturadas, como já vinha acontecendo com Sorocaba.” Mas para isso se estenda para os demais municípios, o especialista diz que é preciso que as prefeituras se empenhem em trabalhar na questão logística, para facilitar o acesso viário.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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