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A Justiça determinou nesta quinta-feira (28) o bloqueio parcial das contas bancárias do Shopping Cianê e da Administradora Saphir pela falta de pagamento da pensão à família de uma das vítimas do desabamento do muro do shopping, ocorrido em 20 de dezembro de 2012.

Domingos Antonio Nunes Neto, advogado da família do médico Adilson Nunes Filho, vítima do acidente, entrou com pedido de execução provisória da dívida, no valor de R$ 99 mil, que foi concedida ontem pela justiça.
De acordo com o juiz da Vara da Fazenda Pública de Sorocaba, José Eduardo Marcondes Machado, nenhuma parcela da pensão mensal a título de alimentos a favor da família da vítima havia sido paga desde que foi determinada através de ação judicial, em dezembro de 2013. Por esse motivo foi feito o bloqueio das contas bancárias. O valor mensal da pensão era de R$ 12.400.

Como explicou o juiz, o bloqueio judicial é feito por meio de um convênio com o Banco Central. A quantia é depositada em uma conta judicial em até 48 horas e depois será revertida para a família da vítima. Caso o pagamento continue não sendo realizado, o procedimento poderá ser repetido. “Achei mais prático fazer o bloqueio desses dois porque foram os dois que recorreram da ação”, disse.

Os réus no processo da queda do muro são a Prefeitura de Sorocaba, Contrutora Fonseca e Mercadante, Administradora Saphyr, Shopping Pátio Cianê, JR Demolições e Planservice Engenharia Associados.
Em contato com a Construtora Fonseca e Mercadante, a empresa afirmou não ter recebido nenhuma citação sobre o processo. Já a JR Demolições alega que foi retirada do processo porque já havia deixado o canteiro de obras três meses do acidente. A informação foi rebatida pelo juiz que afirma que a empresa ainda está entre os réus. A Planservice afirmou que não possui nenhum porta-voz na empresa. Em nota, a Administradora Saphir informou que as empresas estão cientes e cumprirão os pagamentos até a decisão final da Justiça. A Prefeitura de Sorocaba e Shopping Pátio Cianê foram procurados e devem se manifestar ainda hoje.

Relembre o caso

Era 20 de dezembro, 19h30, quando parte da parede quase centenária com cerca de dez metros de altura desabou sobre veículos parados no trânsito aguardando o semáforo abrir. Na tragédia faleceram as irmãs Nhayara Pâmela Airola (auxiliar administrativa), 25 anos e Evelin Cristina Siqueira (dona de casa), 30 anos, além do o filho de Evelin Siqueira, Tiago Alves Siqueira, 5 anos. Também morreram o médico endocrinologista Adilson Nunes Filho, 35 anos; o taxista Humberto Dias Ferreira, 53 anos; a assistente administrativa Samantha Bianca da Conceição Shendroski, 24 anos e o vigilante Rayner Alves, 28 anos.

O serralheiro Anderson Shendroski Assunção, 26 anos, foi o único sobrevivente do desmoronamento e era casado com a vítima que morreu ao lado dele, a assistente administrativa Samantha Shendroski. Anderson dirigia o carro Volkswagen Fox, o casal ia às compras, quando dos destroços atingiram o veículo que ocupavam. No passado, a parede foi parte do imóvel que abrigou a fábrica Santo Antônio da Companhia Nacional de Estamparia (Cianê), e a queda ocorreu na ocasião em que eram feitas as obras de construção do Pátio Cianê Shopping.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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