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No Dia Nacional de Combate ao Fumo o aniversário de cinco anos da lei antifumo é comemorado por frequentadores, trabalhadores e até mesmo proprietário de estabelecimentos comerciais com bares, restaurantes e lanchonetes. “Percebemos que o ambiente ficou mais agradável, até para nós, que trabalhamos no salão.

É quase impossível conviver com uma pessoa fumando e comendo ao mesmo tempo”, resume o maitre de um restaurante e pizzaria em Sorocaba, Rodrigo dos Santos Tobias. A lei passou a vigorar em 2005 proibindo o cigarro em locais fechados. A proibição tem o objetivo de combater o tabagismo passivo, terceira causa de morte evitável no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), evitando que não fumantes sejam expostos à fumaça tóxica do tabaco.

Presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Sorocaba, Antonio Francisco Gonçalves, o Botafogo, lembra que o setor foi resistente inicialmente à lei por medo de influenciar negativamente no movimento dos estabelecimentos. “Muitos, inclusive eu, reclamamos, mas o efeito foi ao contrário do que esperávamos e quem não fuma passou a frequentar os bares e restaurantes também e o movimento acabou aumentando no longo prazo”, comentou. Botafogo lembra que apesar dos benefícios houve casos de empresários que tiveram prejuízos pois haviam investido na adaptação para separar as áreas de fumantes e não fumantes.

Como lembra Tobias, alguns clientes mais resistentes deixaram de ir ao restaurante por não poderem fumar, mas em compensação, outros passaram a frequentar o estabelecimento. “Acredito que boa parte dos frequentadores começaram a vir mais depois da lei. Já pensou que desagradável você sair para comer com sua família e ter uma pessoa fumando na mesa ao lado?”, comenta o maitre. Para o engenheiro Edgard Jacintho, 45, fumar no mesmo ambiente em que outras pessoas estão comendo é uma falta de respeito. Ele e a esposa,a empresária Maria Emília Jacintho, não são fumantes e hoje frequentam bares e restaurantes tranquilamente. “Sempre procurávamos locais longe da área de fumantes. A lei é muito boa”, comentou o engenheiro. Maria Emília afirma que o casal não deixava de sair por conta dos fumantes poderem fumar em lugar fechado, mas reconhece que os ambientes ficaram mais agradáveis com a proibição.

Exímios combatentes do tabagismo o administrador Ademir Silva, 71, e sua esposa, Arlete Pascoal Silva, 69, sempre evitaram lugares com grande número de fumantes. “Nunca deixamos de sair por causa de pessoas fumando, mas deixávamos de ir nos locais em que muitas pessoas fumavam”, lembra o administrador. Arlete lembra episódios em que o casal pediu para mudar de quarto em um hotel pois o cômodo estava cheirando cigarro. “A lei foi muito boa. Não precisamos mais conviver com o cheiro do cigarro”, brinca ela. Desde a implantação da lei em junho de 2009 até o dia 18 de agosto de 2014, foram realizadas, na região de Sorocaba (que abrange 48 municípios) 45,4 mil inspeções que resultou em 106 autuações, informa a Secretaria Estadual de Saúde. Bares, lanchonetes e restaurantes responderam por 60% das multas aplicadas nesses cinco anos. A multa por descumprimento da lei de R$ 968,50 na primeira infração, dobrando em caso de reincidência. Na terceira vez, o estabelecimento é interditado por 48 horas e, na quarta, o fechamento é por 30 dias.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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