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Sorocaba subiu 15 posições no ranking nacional do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) divulgado na última semana, com base em 2011. O município saiu do 52º lugar registrado em 2010 para o 37º melhor resultado do País no ano seguinte. No Estado de São Paulo, Sorocaba passou de 41º para 29º colocado. Cerquilho, da Região Metropolitana de Sorocaba, ficou três posições à frente de Sorocaba no ranking nacional. O levantamento avalia o nível de desenvolvimento dos municípios com base em indicadores como “educação”, “saúde” e “emprego e renda” e é feito, anualmente, pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O IFDM consolidado – resultado da média dos três indicadores – de Sorocaba foi de 0.8650 em 2011, superior aos 0.8561 verificados no ano anterior. O índice está bem acima da pontuação média nacional, de 0.7320, e coloca Sorocaba entre os 5,8% dos municípios brasileiros considerados de alto desenvolvimento pela Firjan.

O principal responsável pelo resultado de Sorocaba foi o indicador de Educação, que atingiu os 0.9213 pontos, número superior à média da cidade mais desenvolvida do País, Louveira, que chegou aos 0.9161. O segundo melhor indicador foi Saúde, com 0.8545 pontos. Já o indicador de Emprego e Renda, obteve pontuação de 0.8193 no índice da Firjan.

Trajetória ascendente: O IFDM aponta que Sorocaba tem uma trajetória de desenvolvimento anual, o que, para o economista e delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon), Sidney Oliveira, é o mais importante. “Se você pega os dados de 2009, Sorocaba ocupava a 135ª posição nacional e 81ª estadual; em 2010, éramos 82º no País e 41ª no Estado; e hoje, 37ª nacional e 29ª no Estado”, diz Oliveira. Assim, o município segue uma trajetória de melhoria desde 2009, de acordo com o Firjan, explica o economista.

Os índices que refletem a saúde, educação e emprego e renda apresentam desenvolvimento, embora o último tenha puxado a cidade um pouco para baixo. “Eu atribuo a esses dados de emprego e renda a crise no sistema financeiro internacional, que afetou o parque industrial de Sorocaba nesse período”, considera Sidney.

Os investimentos em educação são a melhor explicação para o ótimo resultado obtido nesse indicador, afirma o economista. “Educação vem numa crescente, porque há um investimento, mas o problema é que Sorocaba cresce num ritmo maior que outras cidades.”

Posição desfavorável: Apesar de ter crescido nos rankings nacional e estadual, Sorocaba fica atrás de outras cidades do interior com dimensão e economia semelhantes. Conforme o índice da Firjan, ficam à frente São José do Rio Preto (2º, 2º), Jundiaí (10º, 10º), Bauru (16º, 13º), Campinas (24º, 19º) e Ribeirão Preto (28º, 23º). E, na Região Metropolitana de Sorocaba, o município de Cerquilho aparece em melhor posição, 34º no nacional e 27º no estadual.

Para o delegado do Corecon, é preciso levar em conta outros fatores para fazer a comparação com essas cidades. Ele cita Campinas como exemplo, na 46ª posição em 2009, passou para a 23ª no ano seguinte, mas caiu para a 24ª em 2011. “O que não pode acontecer também é o caso de Ribeirão Preto, que era 4º em 2009, em 2010 passou para 8º e, em 2011, já era 28º; é uma trajetória contrária”, observa Oliveira.

Outro ponto a se considerar, segundo o economista, é o planejamento e a visão de longo prazo, que deve nortear as políticas públicas dos municípios. “Se você pega Jundiaí, está muito próximo de São Paulo, tem tradição industrial”, avalia. É preciso analisar ainda as questões de população e dimensão regional destas cidades, diz, pois isso pode pesar nas questões da saúde e de emprego. “Sorocaba absorve, em Saúde por exemplo, uma região muito grande”, ilustra, alertando que isso pesa na avaliação desse indicador.

Oliveira também destaca a posição de Sorocaba acima destas citadas em outro índice da Firjan, que analisa a gestão fiscal nos municípios. A cidade ocupa o 8º lugar no Estado e 19º no nacional, de acordo com esse levantamento. “Está à frente desses municípios, como Jundiaí”, compara.

O economista ressalta que é possível que Sorocaba esteja em posição mais favorável nos próximos levantamentos da Firjan, principalmente por conta da mudança em processo nas questões de emprego e renda. “Sorocaba hoje está mudando de patamar, passando de uma cidade puramente industrial, para uma cidade voltada à tecnologia e inovação”, analisa.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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