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Um protesto convocado pelos coletivos Domínio Público e Juntos mobilizou ontem cerca de 50 pessoas que cobriram o trajeto entre a Praça do Canhão e o Terminal Santo Antônio. O ato fez parte da agenda do 15M, nome do “”dia internacional de luta contra as desigualdades sociais e as políticas públicas que não cumprem o objetivo de promover o bem comum””.

Gritando palavras de ordem, os participantes criticaram os gastos públicos com a organização da Copa no Brasil e aproveitaram para reclamar do reajuste da tarifa do transporte coletivo em Sorocaba que deve ser decretado no mês que vem. “Da Copa eu abro mão. Só não quero aumento do busão”, “Fifa paga a tarifa” foram duas das frases de efeito ditas durante a passeata.

A manifestação foi acompanhada por um aparato da Polícia Militar e da Guarda Municipal destacado, conforme o comando, para garantir a segurança dos próprios participantes. Do terminal, o grupo seguiu até a Praça da Bandeira e, de lá, pela avenida Afonso Vergueiro até a praça que fica em frente ao Chalé Francês, onde se dispersou.

Recursos públicos: Num comunicado distribuído, os coletivos afirmam que em 2007 o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que a Copa não seria bancada com dinheiro público o que na prática não ocorreu. Conforme o texto, os recursos que deveriam ser investidos em serviços essenciais têm atendido outras demandas. “Dos R$ 28 bilhões já gastos, R$ 23 bilhões têm como fonte receitas oficiais”. Igor Tanaka, do coletivo Domínio Público disse que essa receita poderia custear uma política nacional de mobilidade urbana que garantisse transporte público como direito fundamental das pessoas.

A frente criticou a situação observada em Sorocaba onde, segundo disseram os manifestantes, “o cartel das empresas de ônibus recebe o respaldo do governo Pannunzio para praticar uma cobrança absurda no valor da passagem. Como se não bastasse, o prefeito anunciou um aumento de 10% no valor da tarifa”.

O protesto não chegou a comprometer a circulação de ônibus no terminal, mas o trânsito de veículos teve de ser desviado para que os manifestantes seguissem em passeata pelas ruas Souza Pereira, Álvaro Soares e avenida Afonso Vergueiro. Na dispersão, o grupo destacou a união e a própria organização.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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