Tags

,

O mito de que ser vegetariano é apenas comer alface e “mato” acabou. Hoje, a pessoa que não come carne encontra várias opções na cidade. É que o mercado vegetariano / vegano está crescendo em Sorocaba.

Os tipos de locais e de comidas são variados, agradando o público vegetariano, que aumenta a cada dia. Bares, lanchonetes e restaurantes especializados em comida vegetariana estão conquistando uma clientela fiel na cidade.

O motivo do investimento em empreendimentos do ramo vegetariano é, na maioria das vezes, ligado à cultura dos empresários que não comem carne. Mas há também quem não seja vegetariano e viu uma oportunidade de lucrar, como é o caso do proprietário do Veggie Burgers, Robson Dabague, 32 anos.

Com passagens por diversas cozinhas de restaurantes sorocabanos, Robson encontrou no mercado vegetariano a oportunidade de abrir o negócio próprio. “Eu nunca fui vegetariano, mas agora estou comendo mais, gosto bastante”, contou. “Eu sempre tive vários amigos vegetarianos que não tinham muitas opções para comer. Eles tinham vontade de comer aqueles lanches que fazem a gente lambuzar, mas não encontravam nada vegetariano. Foi aí que surgiu a ideia”, explicou.

Com um cardápio com preços parecidos aos dos lanches “normais”, Robson afirma que a sua preocupação é a de conquistar clientes. “O lucro não é tão grande porque os alimentos vegetarianos são muito caros. O quilo de salsicha vegetariana, por exemplo, é R$ 26 e o da normal é R$ 5. Mas não tem como eu como eu cobrar muito caro num lanche. A minha ideia é conquistar um público fiel”, disse o empresário.

A estratégia de Robson está dando certo. Há dois anos e meio no mercado, o empresário vê o seu negócio crescendo a cada dia. “Antes nós atendíamos cerca de 20 pessoas por noite. Agora, o movimento varia de 40 a 60 pessoas”, afirmou.

Quando pensaram em montar um bar vegetariano, os proprietários do Kingsford tinham medo da aceitação do público. “Nós não sabíamos como os clientes iriam reagir com o cardápio, tanto é que quando abrimos o bar, não divulgamos que seria um bar vegetariano”, contou o empresário Eric Zanetti, 39 anos.

Independente do receio, os proprietários não pensaram duas vezes na hora de escolherem as opções de comidas. ” Era uma questão de ética. Nós iríamos contra os nossos princípios se fizéssemos um bar vendendo carnes de animais”, justifica Thiana Zanetti, 36, que virou vegetariana há 23 anos por ser contra a morte de animais.

O receio dos empresários se transformou em sucesso. “Ficamos surpresos com a aceitação do público. O movimento aqui é intenso. Muita gente vem aqui para experimentar e vê que ser vegetariano não é só comer mato”, comentou Eric.

A família de Francis Lai, 35 anos, e Yin Chiang, 29, também pensou nos animais na hora que abriu o restaurante self service Laranja Melhor. Segundo Yin, cerca de 50 pessoas frequentam diariamente o local de segunda a sexta-feira e o movimento dobra aos sábados. “Além do vegetariano, também tem muita gente pensando na saúde que vem aqui para comer algo mais leve”, explicou.

O quilo da comida no restaurante sai por R$ 37 e quem quiser comer à vontade, paga uma taxa de R$ 27. No local também é possível comprar comidas congeladas. “Aqui tem de tudo, até feijoada, tudo feito à base de soja. Ninguém sente falta de carne”, finalizou Yin.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Anúncios