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O vereador Irineu Toledo (PRB), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sorocaba Total aguarda a votação do relatório deste trabalho para apresentar ao plenário da Câmara o pedido de uma nova CPI para complementar as apurações de supostas irregularidades nas obras.

A informação foi dada ontem, na sessão ordinária em que o vereador Anselmo Neto (PP), relator da CPI do Sorocaba Total, leu as 60 páginas do relatório de conclusão das apurações durante uma hora e meia.

Após a leitura, o relatório não foi votado porque a sessão terminou, e deverá voltar ao plenário para a votação.

O relatório da CPI faz críticas à falta de conclusão de três obras do Sorocaba Total: a marginal do córrego Itanguá, com viaduto sobre a avenida Américo Figueiredo; o viaduto que ligaria as avenidas J.J. Lacerda e Ipanema; e o viaduto de ligação entre a avenida Fernando Stecca e a rodovia José Ermírio de Moraes, a Castelinho.

O total das obras, no valor de R$ 93 milhões, foi financiado pela Cooperação Andina de Fomento (CAF) com contrapartida de investimentos da Prefeitura.

O relatório também pede ressarcimento de recursos ao erário público e providências para apurar ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito Vitor Lippi (PSDB).

A reação de Lippi foi de “surpresa” e “perplexidade”. E explicou: “Porque tudo já foi esclarecido. O Sorocaba Total atingiu os seus objetivos. Todas as dúvidas foram esclarecidas.

Todas as ações da Prefeitura foram dentro dos preceitos legais. Não tem nada de irregular, de ilegal, e muito menos nada que tenha trazido prejuízo ao erário público.”

Ele também disse que o município obteve ganhos próximos de R$ 25 milhões em economia pela diferença entre os juros internos no Brasil e externos referentes ao financiamento.

As obras foram realizadas em 2009 e concluídas em 2011 e 2012, na gestão de Lippi.

Ele disse que as obras da região do córrego Itanguá não foram realizadas porque houve dificuldade para a transferência de 110 famílias no trecho da obra.

Esta obra, segundo ele, foi substituída por obras no complexo da avenida Itavuvu, na região da Toyota.

E os dois outros viadutos, acrescentou, não foram construídos por conta de providências (que provocaram atrasos) com desapropriações e com adequações pedidas pela Agência Reguladora de Transporte do Estado (Artesp).

Para esclarecer a falta de prejuízos, Lippi disse que as obras que deixaram de ser executadas não foram pagas.

“Nós tivemos que passar por todas as mais rígidas avaliações para conseguir o financiamento e para prestar as contas do financiamento”, disse Lippi.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul