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O Jornal da Ipanema desta segunda-feira (17), deu o pontapé inicial para uma série de entrevistas com os ex-prefeitos de Sorocaba.

O convidado desta manhã foi Vitor Lippi (PSDB), que evitou comparações de seus dois mandatos com o do sucessor e atual gestor, Antonio Carlos Pannunzio (PSDB).

Ouça a entrevista em http://www.jornalipanema.com.br/Lippi_17/02/2014.mp3.

“Cada momento você tem uma condição muito diferente. O Pannunzio pegou um problema [da coleta de lixo] que eu não tive ou não era o mesmo problema. A Santa Casa também. As circunstâncias são diferentes.

Eu não tenho nenhuma ressalva importante e acho que cada um tem um jeito diferente [de gerir]”.

Sobre o colega de partido, Lippi fez diversos elogios e preferiu não dizer o que faria de diferente se fosse o atual gestor.

“Foram decisões difíceis, mas necessárias. Não dá pra dizer que, se eu estivesse agora no governo, tomaria a mesma decisão. É muito difícil você pensar no momento dos outros.

O Pannunzio tem uma experiência muito grande. Uma capacidade muito grande de análise e é uma pessoa muito equilibrada.

Então, tudo isso, faz com que ele procure o melhor caminho. Nem sempre agrada, mas de uma forma geral, a cidade vai bem. Mas é normal, as pessoas valorizam mais os problemas do que as conquistas”, comentou.

Lippi aproveitou também, para reiterar a defesa ao atual chefe do executivo, dizendo que não iria fazer nenhuma crítica ao atual prefeito. “O que a População queria, era que eu viesse aqui criticar o Pannunzio.

Eu não vou criticar o Pannunzio. Eu posso ter pontos de vista, estou dando uma contribuição para o governo Pannunzio.

Sei da seriedade, do trabalho, da integridade e da responsabilidade que ele tem. E ele vem fazendo o melhor e vai superar todas as questões.

Então se algue´m quiser que eu venha aqui para bater em um companheiro, fala mal do Pannunzio, eu não vou falar, pois conheço o contexto e sei que essas circunstâncias não foi ele que causou”.

Outro tema abordado foi sobre uma possível “herança maldita” que teria sido deixada por Lippi devido aos problemas que Pannunzio vem enfrentando na atual gestão.

“Primeiro, eu quero tirar esse termo, pois não existe. O dia que um prefeito não tiver nenhum problema para enfrentar… isso não existe. Isso é normal. Qual é a cidade do mundo que não tem problemas na saúde, na limpeza, enfim.

Cada prefeito tem seus problemas. Cada ano que eu tinha [no governo], eu também tinha meus problemas. Não é culpa de ninguém, são circunstâncias que surgem”.

E rebateu dizendo que a própria atuação como chefe do executivo deixou uma herança “bendita”.

“Diria que foi uma herança bendita. Nós estamos gerando 10 mil novos empregos, Sorocaba é a quinta cidade com mais capacidade de consumo do interior do país. Sorocaba recebeu a 17ª cidade do Brasil e a 8ª do estado de São Paulo. Cidades acima de 500 mil habitantes, somos a terceira do Brasil.

Além de ter a melhor gestão financeira. Segundo os funcionários da secretaria de finanças da Prefeitura, a informação é de que, nos últimos 40 anos, a única gestão que deixou dinheiro em caixa foi a nossa. A cidade enfim, ta em primeiro lugar na educação, meio ambiente, empreendedorismo”.

A situação da Santa Casa de Sorocaba, também foi comentada pelo ex-prefeito, que jogou a responsabilidade para o Governo Federal

“Não é a Prefeitura que fez a Santa Casa ter uma dívida de R$ 50 milhões. A informação que temos é que, R$ 33 milhões são dívidas da Santa Casa com bancos. Todas as Santa Casas do país passam por problemas.

Os recursos deveriam ser do Governo Federal. O maior problema da Santa Casa é a deficiência que eles recebem dos pagamentos das internações, que é responsabilidade do Governo Federal. Foi isso que desequilibrou.

Daí você entra no banco e você conhece a história. Começa a ficar endividado, não consegue sanar as dívidas…A prefeitura fez sua parte, passando os repasses”, finalizou.

Fonte: Jornal Ipanema

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