Tags

,

Cinco meses depois, a Prefeitura ainda não concluiu a sindicância que apura as motivações e responsabilidades da ausência de médicos no dia 3 de agosto do ano passado na Unidade Pré-Hospitalar Zona Oeste (UPH Oeste), problema que desencadeou um bloqueio de protesto na avenida General Carneiro, em frente à unidade durante.

Naquele mesmo dia, a Secretaria da Saúde informou que dois médicos tinham faltado e seria aberta uma sindicância para apurar o motivo das ausências, providência que demorou mais de 70 dias para ser efetivada, já que tal sindicância foi instaurada somente em 16 de outubro, por meio do processo administrativo número 23.114/2013.

A Secretaria de Negócios Jurídicos (SEJ) é a responsável pela sindicância e informa que já foram ouvidos coordenadores da Área de Urgência e Emergência da Secretaria da Saúde (SES) e falta ainda o depoimento do coordenador da UPH.

O prazo para conclusão da sindicância é de 30 dias, mas passível de prorrogações por igual período.

A explicação da SEJ é que, caso encontre indícios de irregularidades por parte de algum funcionário, o processo será encaminhado para a Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar, que poderá instaurar um Processo Administrativo Disciplinar a fim de apurar as responsabilidades, nos termos do Estatuto dos Servidores Públicos do município.

Tumulto: Na data do protesto por falta de atendimento na unidade, o Cruzeiro do Sul apurou que houve até princípio de tumulto entre pacientes que estavam bloqueando a avenida e motoristas que queriam passar.

A manifestação na avenida teve início às 16h20 e durou cerca de uma hora. Naquela tarde alguns manifestantes alegavam aguardarem por mais de sete horas pela consulta, o que fez com que muitos desistissem dos atendimentos.

Surgiram até queixas de agressões praticadas por parte da equipe da Guarda Civil Municipal.

Na ocasião a Prefeitura divulgou que o atendimento era priorizado para os casos emergenciais e apesar da falta de dois médicos, havia outros dois atendendo os pacientes adultos, mais dois na pediatria, além do coordenador da unidade que também estaria prestando auxílio.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul