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A Guarda Civil Municipal (GCM) iniciou nesta quinta-feira (2) a edição 2014 da “Operação Cerol”. O trabalho consiste no combate ao uso do cortante em pipas e que deixou marcas profundas na história recente de Sorocaba.

Com as patrulhas da GCM em ordem de serviço diário para verificação do uso de cerol, crianças, jovens e adultos devem ficar muito atentos às orientações para que os ventos do verão brasileiro não tragam a tragédia e a dor para as famílias sorocabanas.

“A intenção é prevenir os problemas que advêm do uso do cerol, já que, infelizmente, muita gente, ainda, faz uso da mistura cortante”, disse o subcomandante da Guarda Municipal, Gilmar Ezequiel Oliveira.

Também educativo, o trabalho da GCM se traduz, também, na apreensão de material, quando constatado uso de cerol e comunicação ao Setor de Fiscalização da Prefeitura, responsável pela aplicação da multa de R$ 1.394,47, aos infratores.

Dados de 2013, da Guarda Civil Municipal, indicam respostas positivas das ações. Enquanto em 2012 foram recolhidas 196 pipas com cerol, 206 latas com linhas e aplicadas 30 multas, em 2013 o número caiu consideravelmente: foram apreendidas 51 pipas com cerol e 65 latas com linhas banhadas na mistura de vidro e cola. Segundo a GCM, a Prefeitura aplicou 13 multas por conta das infrações.

Brincadeira radical
O uso de cerol (mistura de vidro triturado e cola) é tão antigo quanto a ideia de correr pelos campos ou ruas de terra empinando uma pipa, ou papagaio, como se diz em outras localidades.

A diferença está no tempo, na evolução das coisas. Exceto pela mistura cortante, já não existem mais campos abertos e ruas de terra com rara circulação de veículos, que permitem a diversão. Longe disso, os espaços urbanos foram tomados por todo tipo de construção, redes de eletricidade, as ruas ganharam asfalto, mais carros, motos e velocidade. E o que era só céu, permitindo que a vista alcançasse o longe, já não deixa enxergar para onde foi a pipa cortada…muito menos a linha ‘envenenada’ que ela carrega.

Aí reside o grande perigo para motociclistas, para pedestres de todas as idades e até para animais, como os gatos, que vivem de telhado em telhado.
Por isso, segundo o subcomandante Ezequiel Oliveira, os pais devem ser os grandes parceiros do Poder Público no combate ao uso do cerol. E a conversa em casa é importante para isso.

“Mostrar às crianças as consequências do uso da mistura, que pode machucar a elas mesmas, é um fator de reforço na luta conta o seu uso”, comentou.
Não obstante tratar de vidas humanas, vale lembrar que a multa de R$ 1.394,47 deve ser levada em consideração quando da ideia de ‘radicalizar’ a brincadeira.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

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