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A CPFL Piratininga computou, até novembro deste ano, 3.309 interrupções de energia, com uma média de 107 clientes prejudicados, em decorrência de pipas que atingiram a rede nos 27 municípios em que a concessionária presta serviço.

O balanço ainda não inclui as ocorrência registradas em dezembro, que é um período de férias escolares, em que esse tipo de ocorrência aumenta.

A CPFL alerta que além de causar o desligamento da rede elétrica, as pipas que atingem os cabos elétricos podem causar graves acidentes.

Isso porque, ao tentar resgatar a pipa, as crianças costumam utilizar pedaços de barras de metal que são condutores de energia elétrica, o que pode causar queimaduras e até mesmo a morte.

Segundo a concessionário também há risco quando se usa pedras, sapatos ou os chamados “lança-gato” (pedra amarada em um linha).

“Se a pipa enroscar no fio, a dê como perdida. Subir em telhados ou postes para tentar recuperá-la, além de poder causar um choque, pode também terminar em queda”, orienta.

Para evitar riscos durante a brincadeira é necessário tomar alguns cuidados. Crianças ou até mesmo adultos que quiserem empinar pipas devem procurar fazer isso longe de rede elétrica e de preferência em espaço abertos, como praças, parques e campos de futebol.

Dessa forma, será evitado qualquer interferência na qualidade do fornecimento de energia elétrica, serviço telefônico e em antenas.

As chamadas rabiolas devem ser evitadas, pois elas agarram nos fios elétricos, desligando o sistema e provocando choques.

Outro perigo é usar papel alumínio para confeccionar a pipa. Esse material, em contato com os fios, provoca curtos-circuitos.

Assim como em nenhum momento deve ser usada linha metálica no lugar de linha normal.

“A orientação dos pais é importante durante a brincadeira. Os responsáveis devem checar os brinquedos de seus filhos e aconselhá-los a brincar sem trazer risco a si ao próximo.”

Cerol: O uso de pipas com cerol (mistura de pó de vidro e cola) ou de linha chilena, que tem o poder de corte quatro vezes maior que o cerol comum, é proibido por lei municipal (nº 8471/2008) em Sorocaba.

Quem for flagrado infringindo a lei estará sujeito a apreensão do objeto, além do pagamento de multa de R$ 1,3 mil.

Em caso de menores de idade, os responsáveis terão que assumir as consequências da lei.

Os motociclistas são as principais vítimas de acidentes provocados pelo o uso do cerol. Por isso, é recomendado o uso antenas de guidão, protetores de pescoço e de rosto.

O Cruzeiro do Sul questionou a Prefeitura sobre quantas autuações pelo uso de cerol foram emitidas neste ano em Sorocaba, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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