Tags

, , ,

Sorocaba contabilizou quase 80 vítimas fatais em 2013. Em um país cujas estatísticas oficiais revelam quase 50 mil mortos/ ano em acidentes de trânsito, não dá para fechar olhos e nos dobrar ante este número trágico.

Não podemos apenas ficar chorando e lamentando a morte de mais um jovem ou outro pai de família em fatalidades automobilísticas.

No Brasil, a Resolução 168/04, de 2004, exige que todo motorista passe pelo curso de direção defensiva, ao obter ou renovar sua habilitação.

Observando o que acontece em nossas ruas e estradas, dá para sentir que grande parte dos motoristas sequer tem noção daquilo que leram nas apostilas das auto- escolas; continuam a realizar os mais completos absurdos com seus carros e motos.

Para que o ensino dos conceitos de Direção Defensiva tenha resultado, a médio e longo prazo, eles devem ser ensinados desde as escolas básicas, e não somente no momento da carteira de habilitação.

Direção defensiva é o conjunto de medidas e procedimentos utilizados para prevenir ou minimizar as consequências dos acidentes de trânsito.

Baseado na noção de que em todo acidente sempre está presente falha humana relacionada à negligência, imprudência ou imperícia, a direção defensiva pretende que o motorista que a emprega seja um elemento ativo na alteração ou eliminação dos fatores que possam vir a causar acidentes.

Os princípios de direção defensiva dividem-se em cinco grupos: Conhecimento, Atenção, Previsão, Habilidade, Ação.

1 Conhecimento

1.1 Condições adversas

1.1.1 Tempo

1.1.2 Vias

1.1.3 Trânsito

1.1.4 Veículo

1.1.5 Cargas

1.1.6 Condutor

1.1.7 Passageiros

2 Atenção

3 Previsão

4 Habilidade

5 Ação

6 Aonde procurar mais informações

7 Referências

8 Ver também

9 Ligações externas

1º – Conhecimento: Implica no domínio das informações necessárias envolvendo as leis de trânsito, ao veículo e equipamentos de transporte e às condições adversas que podem ser encontradas durante a condução.

Estas condições agregam fatores de risco e aumentam possibilidades de acidentes. As condições adversas, por sua vez, podem estar ligadas à luz, tempo, vias, trânsito, veículo, carga, condutor e passageiros. Estudemos uma a uma:

– Luz: iluminação precária, ofuscamentos, reflexos, penumbra, direção noturna. O ofuscamento causado pelo farol alto do veículo no sentido contrário leva o condutor andar mais de 60 metros cego. Vale também para quem trafega atrás de outro veículo; os retrovisores o ofuscam.

– Tempo: entendido como condições climáticas ou ambientais, como chuva, aquaplanagem, neblina, fumaça, granizo ou neve.

– Vias: Fatores relacionados à sinalização, conservação, drenagem, vegetação, defeitos ou erros de construção, e também ao planejamento do trajeto.

– Trânsito: Fatores relacionados a congestionamentos, aglomerações humanas, horários, tráfego de veículos pesados, ciclistas ou animais, comportamento de outros condutores. Neste capítulo, importante lembrar que você tem que dirigir por você e pelos outros.

– Veículo: Fatores ligados à manutenção do veículo. Em especial, itens diretamente ligados à segurança: luzes, freios, pneus, suspensão, espelhos, extintor.

O descuido não poupa sequer profissionais da velocidade; o ator americano Paul Walker (Velozes e Furiosos) faleceu num acidente com uma Porshe que tinha problemas com os freios.

– Cargas: Cabem aqui acondicionamento, amarração, equilíbrio, distribuição do peso, volume.

– Condutor: Fatores ligados ao estado físico e mental do condutor. Estes fatores incluem deficiências visuais ou físicas, uso de álcool (Viva a nossa Lei Seca!), drogas ou medicamentos, estado de sono, stresse ou alteração emocional.

– Passageiros: Fatores ligados ao comportamento ou características dos passageiros: em número excessivo, idade, estado emocional, barulho, brigas, ocupantes que adoecem durante o trajeto.

2º – Atenção: O princípio da atenção implica que o condutor do veículo esteja em permanente alerta a outros elementos: pedestres, ciclistas, outros motoristas, animais, além de todas as condições adversas.

3º – Previsão: A previsão implica que o condutor anteveja situações, preparando-se antecipadamente para agir.

4º – Habilidade: É a destreza necessária que um condutor treinado adquire para conduzir seu veículo corretamente, capacitando-se a executar as manobras necessárias. Este capítulo inclui o uso correto das setas e demais luzes de advertência.

5º – Ação: É estar pronto para fazer qualquer manobra, perigosa ou não. Estar preparado para dirigir defensivamente evitando acidentes, mortes e ferimentos.

Em Resumo. Dirigir defensivamente é abrir mão de sua preferência em prol da segurança e sempre obedecer as regras de trânsito, sinalizando claramente suas intenções de maneira a não confundir os demais condutores.

As vias são para locomoção, nunca para disputas. As pessoas que, por acaso, lhe causam algum transtorno no trânsito não pertencem à sua vida; por isso é melhor ignorá-las.

Discutir ou partir para retaliações é trazer alguém inconveniente para dentro de suas vidas, o que não vale a pena. Siga em frente e em PAZ.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Anúncios