Tags

, , ,

O ex-prefeito e atual diretor do Parque Tecnológico de Sorocaba, Vitor Lippi, nega a existência do “fura-fila da saúde”, em nota enviada por e-mail à reportagem.

“Nunca houve o favorecimento de ninguém por conta de apadrinhamento ou indicação política ou partidária”, alega.

Com isso, ele informa que estará à disposição da Justiça, assim que for notificado, para se posicionar sobre o caso.

“Vou prestar todo tipo de esclarecimento para que não haja dúvidas sobre o trabalho realizado por nossas equipes de trabalho, pois a saúde não pode se omitir e nem negligenciar o atendimento quando o cidadão busca o serviço que lhe é de direito”, diz.

No inquérito elaborado pelo promotor Orlando Bastos Filho, é citado o depoimento de uma das testemunhas, cujo o nome é mantido em sigilo, e que é lotada na Secretaria da Saúde, confirmando a prática em depoimento.

Segundo a testemunha, a partir de 2005, foi chamada para executar parte de suas atividades no Paço, justamente para atender a pedidos de agendamentos que passaram a chegar diretamente por intermédio da Secretaria de Governo.

Documento apresentado pela testemunha ao Ministério Público demonstra que entre 1º de setembro de 2011 e 31 de outubro de 2012, mesmo após a revelação do caso, tal funcionária do setor realizou 2.087 agendamentos na saúde.

Sobre isso, Lippi declara que realmente existia tal balcão de atendimento, mas que as consultas eram encaminhadas por um médico.

“Durante meu governo, a Secretaria da Saúde possuía um balcão de atendimento no 3º andar do Paço Municipal, e ao chegar lá, havia um médico capacitado para encaminhar os pedidos de acordo com a urgência e a necessidade médica de cada caso. Todos os munícipes, sem distinção, eram atendidos da mesma forma”, revela.

Ontem, os vereadores Luis Santos (Pros) e Neusa Maldonado (PSDB), além dos atuais secretários Hélio Godoy (PSD) e Francisco Moko Yabiku (PSDB), também foram procurados, pois não foram encontrados até a publicação da reportagem na edição de sábado do Cruzeiro do Sul.

Santos preferiu não dar entrevista, pois informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que só iria se manifestar após ser notificado, a mesma atitude adotada pelos vereadores Antônio Carlos Silvano (SDD), Izídio de Brito (PT), Francisco França (PT), Marinho Marte (PPS) e Irineu Toledo (PRB).

Neusa não retornou os contatos feitos por telefone e Godoy e Yabiku não se manifestaram até o fechamento desta edição, após contato feito pela assessoria de imprensa da Prefeitura. Já os ex-vereadores Benedito de Jesus Oleriano, Emílio Souza de Oliveira, Geraldo Reis, João Donizete, Rozendo Oliveira e Claudemir Justi não foram localizados para comentar o assunto.

Anteriormente, os únicos que se manifestaram sobre a ação foram José Crespo (DEM), Anselmo Neto (PP) e Gervino Gonçalves (PR), conhecido como Cláudio do Sorocaba 1.

Eles alegaram que, na verdade, não havia um esquema de “fura-fila” e sim questionamentos sobre a demora nos atendimentos na rede municipal de saúde.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Anúncios