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Até o início de dezembro, o Conselho Municipal de Combate à Violência Contra Mulher desenvolverá diversas atividades em alusão ao Dia Internacional de Combate à Violência à Mulher, celebrado ontem.

A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993, em memória do assassinato de três irmãs na República Dominicana em 1960.

Juntas, elas formaram um grupo conhecido como “Las Mariposas”, que era contra o governo do ditador Trujillo, mandante do crime.

De acordo com a presidente do conselho, Dagmar Ruabiano Gomes, o objetivo é conscientizar o público feminino quanto ao registro de ocorrências de violência, seja física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

Ela explica que normalmente, a partir do dia de combate internacional, são estipulados 16 dias de ativismo na causa, mas neste ano o Brasil antecipou as ações e as iniciou no último dia 20.

Ainda ontem, integrantes do conselho estiveram na Santa Casa no lançamento da campanha “Onda Vermelha”, da Rádio Cacique, já que na data também se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue.

“Acredito que não seja coincidência as datas serem no mesmo dia. É questão de sangue, a mulher engravida e gera vida, as duas coisas estão muito ligadas”, afirma a diretora do conselho, Márcia Regina Niterói Ribeiro.

Em setembro, foi inaugurada em Sorocaba uma Vara de Juizado Especial Criminal e da Violência Doméstica Familiar contra a Mulher, especializada no setor, que agilizou o julgamento dos processos.

Por mês, cerca de 150 novos casos são registrados na Vara, enquadrados na lei Maria da Penha, n. 11.340 de 2006. Dagmar ressalta que não é o caso da cidade, mas que em outros municípios ainda é preciso haver uma punição condizente com os atos de violência praticados contra as mulheres.

“Acredito que, logo quando foi criada a lei Maria da Penha, os homens perceberam que haveria punições. Mas agora, infelizmente, os casos voltaram a aumentar.”

A presidente do conselho acredita que, para aumentar a rede de atendimento às mulheres, é preciso existir uma mudança hierárquica, desde o alto escalão. Durante o ano, o conselho promove palestras em escolas e empresas, buscando levar o assunto a todas as esferas.

ATENDIMENTO – Atualmente, mulheres que sofrem agressão podem procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o Centro de Referência da Mulher (Cerem) ou qualquer delegacia para prestar queixa contra o agressor.

Entretanto esses órgãos não funcionam aos finais de semana. Para a coordenadora do Cerem, Paula Andrea Vial Silva, as atividades programadas neste período reforçam as mulheres que elas podem buscar apoio e registrar os casos com segurança.

“Mostrar que existe na cidade uma rede que irá atendê-la com suporte psicológico, jurídico e assistente social.” Além disso, ela acredita que o número de casos não tem aumentado, mas, sim, a coragem e a segurança da mulher em denunciar os casos.

O Cerem foi inaugurado em 2009 e possui cadastradas quase 2 mil mulheres. No primeiro ano de funcionamento registrou 410 atendimentos, o que só aumentou desde então.

Em 2010, foram 1.075 atendimento, em 2011, caiu para 833 e o índice voltou a subir em 2012, que fechou com 1.536 atendimentos. Desde janeiro, já foram 1.200 atendimento somente neste ano.

O Cerem está localizado na avenida Juscelino Kubitschek, em frente ao terminal rodoviário, na esquina com a rua Vicente de Carvalho. O atendimento vai de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

CONSELHO – Na sexta-feira (29), haverá um encontro do conselho na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, na rua Santa Cruz, 116, no Centro.

Das 8h30 ao meio-dia, profissionais de diversas áreas, incluindo a deputada Iara Bernardi, discutirão a violência contra a mulher.

Mulheres interessadas em contribuir voluntariamente no trabalho que o conselho desenvolve, podem entrar em contato pelo telefone (15) 3211-2548.

São feitas reuniões mensais e Dagmar explica que o papel do grupo é fiscalizar as políticas públicas e incentivar a criação delas, visando à proteção da mulher.

Fonte: Jornal Diário de Sorocaba

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