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“Para o PT, time is not money”, disse hoje em Sorocaba o ex-governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, para criticar o modelo adotado pelo governo federal para repassar a exploração das jazidas do pré-sal.

Reafirmando o que dissera ao jornal Folha de S. Paulo, Serra insistiu que não houve leilão, mas sim “a formação de um cartel”, do qual a Petrobras se tornou a acionista majoritária.

“Eles deveriam ter feito concessão e não parceria”, afirmou. Na cidade, José Serra cumpriu extensa “agenda de compromissos” (na verdade, tem viajado em franca campanha junto à militância) que incluiu visitas a órgãos de imprensa, uma reunião com lideranças do partido na Câmara e palestra na sede da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

No contato que manteve com o Cruzeiro do Sul, Serra, que foi recepcionado pelo presidente da diretoria-executiva da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), Laelso Rodrigues, fez um diagnóstico que chamou de “realista” do atual momento do país, destacando aspectos negativos da política econômica.

Mais à vontade, não se importou de responder à pergunta que mais tem ouvido sobre a indicação para disputar a sucessão da presidenta Dilma Roussef (PT). Dentro do PSDB, Serra concorre com o senador mineiro Aecio Neves.

“Essa é uma questão que será definida em março”. O ex-governador reafirmou que, se não for o escolhido, apoiará o adversário. “Estarei, sim, engajado na campanha”, reiterou.

As denúncias envolvendo o caso chamado de “propinoduto do tucanato paulista”, que envolve denúncias de irregularidades na concessão de obras do metrô e da Companhia Paulista de Trem Metropolitanos (CPTM) não preocupam José Serra.

“Não sabemos, ainda, sequer, quais as acusações feitas. O caso está sendo conduzido pelo Ministério Público e confiamos que tudo será esclarecido”.

Informado de que Antonio Donato, secretário de governo do prefeito de São Paulo, Fernando Hadad (PT), pediu demissão ontem por conta do seu suposto envolvimento com a “máfia dos fiscais”, José Serra disse que tem interesse em acompanhar o desfecho do caso, “um dos mais vultuosos escândalos” já registrados.

Acompanharam o ex-governador o prefeito Antonio Carlos Pannunzio, o presidente da empresa que administra o Parque Tecnológico de Sorocaba, Vitor Lippi e o secretário Rodrigo Maldonado, além do ex-prefeito de Iperó e empresário “Marcão da Casquinha”, como é conhecido.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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