Tags

O uso racional da água e a implantação de uma coleta seletiva eficiente em Sorocaba foram alguns dos questionamentos feitos pelos participantes durante a audiência pública de apresentação do projeto do Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico elaborado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), ocorrida ontem à tarde, no plenário da Câmara de Sorocaba.

Para as pessoas que se manifestaram na reunião, entre elas representantes de entidades sociais, é necessário a elaboração de um material educativo que ensine o reuso e atitudes para economizar a água.

E também, a necessidade de um discussão profunda sobre melhorias e aumento da coleta seletiva na cidade, que hoje corresponde apenas 2%.

No encontro, a autarquia apresentou suas ações atuais e futuras programadas até 2042, e cujo foco estão nas áreas de tratamento e abastecimento de água, limpeza urbana, coleta e tratamento de esgoto, sistemas para a drenagem de águas pluviais, educação ambiental e a disposição de resíduos sólidos.

Essas informações formam um documento que servirá de instrumento para a captação de recursos estaduais e federais. A elaboração do Plano Municipal é uma exigências da Lei Federal 11.445/2007 para atender às diretrizes nacionais de saneamento básico.

Participaram da audiência os secretários Clebson Aparecido Ribeiro (Serviços Públicos), Jussara de Lima Carvalho (Meio Ambiente) e o diretor do Saae Wilson Unterkircher Filho, os vereadores Carlos Leite (PT) e Jessé Loures (PV), além de representantes de entidades ligadas ao meio ambiente e cooperativas da coleta seletiva.

Com a divulgação do Saae, durante a exposição, que a distribuição de água em Sorocaba tem perda em torno de 39%, o ex-vereador Coronel Rosendo de Oliveira sugeriu à autarquia a troca dos encanamentos antigos ao invés de reparos.

“Com certeza 20% dessa perda deve ser de vazamentos. Seria menos custoso para o município trocar a rede”, argumentou. Sobre o assunto, o diretor do Saae Wilson Unterkircher Filho disse que existe um projeto de redução de danos onde constam medidas segmentadas para detecção das redes antigas, porém para a troca é necessário recursos que não estão disponíveis.

“São 500 km de rede, mas como alternativa estamos implantando válvulas de controle em pontos estratégicos, diminuindo a perdas”, explicou.

Fonte: Notícia publicada na edição de 07/11/13 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 005 do caderno A

Anúncios