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Moradores de prédios da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do bairro Júlio de Mesquita Filho reclamam da sujeira espalhada pelas ruas no entorno.

Além de sofás velhos depositados em várias esquinas, há restos de plantas – usadas para a proteção dos muros -, que foram podadas e deixadas no meio do passeio público.

A telefonista Fátima Moreira, 54 anos, tem um apartamento no CDHU e conta que a situação é bastante difícil para os moradores.

“Não moro aqui, mas sempre venho ver o meu apartamento, pois estava reformando, e nunca vi um caminhão de lixo passar pelo lugar.”

Segundo ela, as ruas de dentro do conjunto são todas limpas, o problema está nas ruas de fora. “Não dá para saber se quem joga todo esse lixo é gente de fora ou os próprios moradores.”

Fátima conta que, certa vez, uma pessoa foi até o seu apartamento para poder alugá-lo, mas se recusou ao ver a situação em que se encontravam as ruas.

“A pessoa olhou para mim e disse: “isso aqui está parecendo a cidade de Deus”. Acabei batizando o lugar assim.”

Ela questiona o serviço municipal de coleta de entulho. “Toda cidade tem um, porque aqui não tem?”

Uma moradora, que pediu para não ser identificada, conta que alguns moradores ao se mudarem ou trocarem de móveis, acabam jogando fora os objetos velhos. “Assim, a calçada fica toda ocupada. O lixeiro passa e não leva embora, tira apenas o que está dentro do contêiner.”

Serp: A Secretaria de Serviço Públicos (Serp) de Sorocaba informou, em nota, que as ruas do Júlio de Mesquita Filho contam com contêineres e a coleta de lixo domiciliar atende ao bairro três vezes por semana: às terças, quintas-feiras e sábados.

Ainda segundo a secretaria, os resíduos volumosos – como restos de móveis – são recolhidos, desde que sejam fracionados e acondicionados em sacos plásticos de até 100 litros.

Há 17 caçambas do programa Ecoponto distribuídas para a disposição gratuita de volumes de até 1m3 de entulho de construção civil e folhas e galhos resultantes de podas. A Serp ainda lamenta o ocorrido e solicita a colaboração da população.

“Mesmo com o bairro contando com o sistema de contêineres de lixo e coleta domiciliar, infelizmente, ainda existem geradores que inadvertidamente despejam resíduos em vias públicas, terrenos e áreas verdes, causando incomodo à população.”

De qualquer forma, a Serp informou que irá até o local para verificar a situação e programar a limpeza.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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