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Durante cinco dias serão promovidos seminários, painéis de experiências e oficinas. Evento será encerrado com maratona hacker, que irá premiar melhores aplicativos para melhoria do transporte público. Dezesseis equipes foram selecionadas e os três melhores projetos receberão prêmios entre R$ 3 mil a R$ 8 mil. Veja ao vivo nesta quarta-feira

A Prefeitura iniciou nesta quarta-feira (23) as discussões do São Paulo Aberta, série de encontros sobre políticas públicas de participação social e transparência na cidade.

Até 27 de outubro, o evento promoverá mesas de discussão, organizará painéis de experiências e coletará a opinião da população no edifício Matarazzo (sede da Prefeitura) e na Biblioteca Mário de Andrade, ambos na região central. No encerramento, acontecerá a Hackatona do Ônibus, uma maratona de desenvolvimento de aplicativos para melhoria do transporte público.

A abertura do encontro aconteceu nesta manhã e contou com a participação do controlador-geral do Município, Mário Spinelli, do secretário Rogério Sottili (Direitos Humanos e Cidadania), de Sérgio Nogueira Seabra, secretário de Transparência e Prevenção da Corrupção da Controladoria Geral da União (CGU), e de Diogo de Sant’Ana, secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Segundo Rogério Sotilli, a consolidação das iniciativas de participação popular é essencial para a construção de uma cidade mais democrática. “Reunimos representantes da sociedade civil, conselheiros de políticas públicas e o governo com o objetivo de construir um governo municipal que tenha a participação social como método de gestão. Um governo democrático é pautado pelo diálogo, pela descentralização e pela transparência”, afirmou Sotilli.

As iniciativas de governo aberto contribuem para a fiscalização das ações do poder público com a disponibilização de informações de forma clara e acessível. “O melhor mecanismo para prevenir a corrupção é a transparência, que permite o controle social”, defendeu Mário Spinelli, controlador-geral do Município.

Seminários debaterão a relação entre Estado e sociedade civil, participação social, formas de mobilização e engajamento, além de transparência e controle participativo. As mesas de discussão serão compostas por cientistas e acadêmicos, representantes de movimentos sociais e organizações não governamentais, além de representantes do poder público.

Programação: Nos dias 24 e 25 de outubro, às 16h30, serão realizadas as atividades de Café Hacker e de Café com Proposta. Na quinta-feira (24), o público será incentivado a discutir melhorias para o Portal da Transparência (Café Hacker) e a oferecer subsídios para a elaboração de diretrizes e propostas para a Política Municipal de Participação Social (Café com Proposta). Na sexta-feira (25), os temas serão respectivamente a qualidade das informações disponíveis na área da Saúde e a elaboração de propostas e diretrizes para o Plano de Transparência Ativa de São Paulo.

O evento traz também na programação três painéis de experiências, em que serão apresentados projetos e iniciativas de sucesso nas áreas de promoção de governo aberto, de participação social e de transparência e controle social. Um dos projetos participantes é o ‘Cuidando do Meu Bairro: Mapeando dinheiro do orçamento público’, do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da Universidade de São Paulo (GPopai-USP). O sistema na Internet oferece ferramentas para que a sociedade possa conhecer melhor a temática do orçamento público, exercer o controle e fiscalização dos gastos realizados em equipamentos públicos da cidade e promover ações concretas no seu bairro.

Hackatona do Ônibus: Nos dois dias finais do evento (26 e 27 de outubro), acontece a “Hackatona do Ônibus”, uma maratona entre grupos de desenvolvedores, jornalistas, designers e programadores que trabalharão com os dados da SPTrans em busca de soluções para as complexas dificuldades do sistema viário paulistano. As premiações chegam a R$ 8mil.

As inscrições para a participação na Hackatona foram encerradas na última sexta-feira (18). Foram selecionadas 16 equipes que representarão 54 pessoas. A iniciativa é uma parceria da Controladoria Geral do Município (CGM), da SPTrans e da Fundação Getúlio Vargas.

Os inscritos poderão usar como base para as ferramentas digitais os dados da SPTrans e uma lista de desafios, construída a partir das demandas e necessidades dos usuários de ônibus da capital. O objetivo da criação de ferramentas na ‘Hackatona do Ônibus’ é melhorar a mobilidade urbana, além de reforçar a divulgação de dados da atual gestão e estimular o desenvolvimento de aplicações que melhorem a prestação de serviços públicos.

Entre os desafios propostos na lista estão a demanda de passageiros por linha (qual o total de passageiros por veículo em cada uma das linhas da cidade e em quais áreas são encontradas superlotação), localização dos pontos de ônibus, velocidade dos ônibus (como calcular a velocidade de um ônibus de um ponto ao seguinte e o tempo de parada), entre outros.

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Veja aqui a programação completa do São Paulo Aberta

Para mais informações sobre a competição, acesse o site do evento