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O ex-prefeito de Sorocaba Vitor Lippi (PSDB) comentou ontem sobre a criação da segunda Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nessa legislatura, que apura irregularidades na primeira fase do Sorocaba Total.

Lippi acredita que essa CPI é uma questão política e o fato de ter sido protocolada por Irineu Toledo (PRB), da base aliada, não lhe é estranho. O que causa espanto ao ex-prefeito é a realização da investigação de algo que foi feito inteiramente de maneira transparente.

“A CPI é criada, normalmente, quando se tem uma denúncia grave. E nós fomos absolutamente transparentes em todas as ações do Sorocaba Total. Tudo foi feito com muita seriedade, da melhor maneira possível e com aprovação de todos os órgãos”, declara.

Ainda de acordo com Lippi, ele está disposto a prestar contas caso seja necessário.

“Nós estamos absolutamente seguros de que não há irregularidades. Está tudo documentado, tudo foi feito com muita competência. E se for necessário prestar contas, se eu for chamado para depor, irei. Estou aqui para isso”, ressalta.

A CPI foi protocolada na última terça-feira na Câmara de Vereadores de Sorocaba, questionando porque obras importantes anunciadas como parte do programa Sorocaba Total não foram sequer iniciadas, como por exemplo, a construção de dois viadutos – um que liga as avenidas Fernando Stecca e engenheiro Carlos Reinaldo Mendes com a rodovia José Ermírio de Moraes (Castelinho) e outro entre as avenidas J.J. Lacerda e Ipanema.

Além disso, a CPI quer fazer todo o levantamento de quantas desapropriações foram feitas e qual valor pago pela Prefeitura de Sorocaba, bem como a destinação dos recursos advindos de empréstimo firmado no governo Vitor Lippi com a Corporação Andina de Fomento (CAF), no valor de US$ 42,79 milhões (R$ 85,58 milhões).

Mas, apesar da alegação de Lippi, Irineu Toledo afirmou que a CPI não terá caráter político. Ele diz que já existe um provável convocado, informando se tratar de um empresário da cidade.

E, no documento protocolado para abertura da CPI, Toledo citou a irregularidade apontada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo no contrato celebrado entre a Prefeitura de Sorocaba e o consórcio formado pelas empresas Planservi Engenharia Ltda. e Paulo Oliveira Engenharia Ltda., no valor de R$ 1,461 milhão, na elaboração de projeto e implantação de obras do Sorocaba Total.

Fonte: Notícia publicada na edição de 08/06/2013 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 10 do caderno A