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O chefe de gabinete do vereador José Crespo (DEM), Marcelino Rusalen Netto, de 48 anos, morreu ontem à noite após colidir o veículo em que dirigia contra um poste, na avenida Dr. Armando Salles de Oliveira, no Trujillo, em decorrência de um mal súbito.

Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Regional, mas não resistiu.

Marcelino Rusalen Netto era casado com Luciana e deixa três filhos. O corpo será velado a partir das 13h, no saguão social da Câmara Municipal de Sorocaba, no Alto da Boa Vista, e será sepultado às 16h30, no Cemitério Pax.

Funcionários da Câmara, vereadores e ex-vereadores, além de secretários municipais compareceram ao velório, que ocorreu durante todo o dia de ontem no saguão social da Câmara Municipal de Sorocaba.

Foi a primeira vez que o local abrigou o velório de alguém que não é ou foi vereador.

Marcelino compareceu a um culto na igreja catedral Evangélica de Sorocaba na zona norte, acompanhando o vereador Crespo que tinha sido convidado para o evento.
Na saída, levou Crespo para casa, no Parque Campolim, e seguiu para sua residência, na avenida General Osório.
Por volta das 22 horas, quando subia a avenida Armando Salles de Oliveira e se aproximava do lar, perdeu o controle do carro próximo à sede do Conselho Tutelar, atravessou a pista do sentido do bairro ao Centro, e chocou violentamente seu WV/Fox contra um poste.
Segundo um laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML), Marcelino teve um mal súbito, mas ainda não é possível precisar se ele sofreu um infarto, um AVC, aneurisma ou algo parecido.
Também não se sabe se a morte foi causada pelo mal súbito ou pelo impacto da batida.
Logo que aconteceu o acidente, um casal que trafegava em uma motocicleta na frente parou e acionou o Samu-192.
Os médicos teriam conseguido reanimá-lo ainda no local do acidente, voltando os sinais vitais, mas ele não resistiu posteriormente.
Ele deixa a mulher Luciana e três filhos, Kathleen (13 anos), Lívia e Ottone (gêmeos, com 6 anos).
Amigos próximos disseram que Marcelino nunca havia se queixado de algum problema de saúde, sempre parecendo saudável e esbanjando sua habitual simpatia.
Ontem, durante o velório, o pastor da igreja que ele e o vereador visitaram fez orações pela sua alma.
Mais tarde, a pedido da família, um diácono católico também esteve no velório.
CRESPO – Marcelino trabalhava há mais de 10 anos com o vereador José Crespo, desde o tempo em que o político exercia mandato como deputado estadual.
Ele foi trabalhar na campanha eleitoral de Crespo e acabou sendo seu assessor.
Na época em que trabalhava em São Paulo, ele e Crespo viajavam diariamente de carro.
Marcelino acompanhava as sessões da Câmara próximo ao vereador e era muito querido pelos funcionários da Casa e pelos profissionais que prestam serviço no Legislativo.
Ele era considerado o “braço direito” do vereador, pois coordenava sua agenda, estava com ele em todos os compromissos (em qualquer horário), entendia sua forma de trabalhar, era segurança, motorista, etc. Muito abalado, Crespo falou sobre o companheiro. “Perdi mais que um amigo.
Por causa da proximidade e da confiança, o Marcelino era quase como irmão. Quando fui deputado, ele participou de inúmeras reuniões com o governador, com secretários de Estado. Tinha grande vivência.
E trabalhava de maneira incomum. Poucos aceitariam o que ele aceitou.
Os horários de um político são desregrados, trabalhamos aos finais de semana, à noite; e ele sempre abraçou isso de boa vontade, sem receber horas extras por isso.”
Crespo ainda disse que alertou a família para considerar que o que ocorreu foi um acidente de trabalho.
“Para mim, é mais um convite ou gentileza que recebi. Mas para ele, ainda que fizesse de boa vontade, era um trabalho; portanto, foi um acidente de trabalho.”

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul, Jornal Diário de Sorocaba e Jornal Ipanema

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