Tags

A audiência pública para discutir a mudança do horário da sessão da Câmara de Jundiaí – das 9 para as 18 horas – acontece amanhã (20/02), às 19h, no plenário da Casa.

Apesar de ter apoio da maioria das entidades de classe e sindicais, o custo desta mudança será discutido. Segundo a Câmara, o novo horário vai custar R$ 1,1 milhão ao ano de horas extras para a Casa.

Esta mudança facilitaria o acompanhamento do cidadão nas sessões.

Segundo o voluntário da ONG Voto Consciente, Henrique Parra Parra Filho, é preciso se criar uma nova forma de remuneração dos funcionários. “No dia da sessão, imagino que o funcionário possa entrar mais tarde, por exemplo, ou então ter outra alternativa de pagamento. Sabemos que a partir das 22 horas há o adicional noturno, mas tudo isto tem de ser computado e conversado”, afirma.

O retorno da sessão para a noite é um projeto que a Voto Consciente apoia e que lutou para ver implantado. “Em 2001, a sessão passou a ser realizada de manhã por conta do apagão elétrico. Depois que o abastecimento elétrico foi normalizado, a sessão não voltou ao seu horário normal”, explica Parra Parra Filho.

Para ele, o retorno da sessão noturna deve ser feita de modo transparente. “Precisamos saber o quanto vai custar, onde vamos gastar e quais as alternativas.”Câmara – Segundo o diretor administrativo da Casa, Jorge Haddad, não há muitas alternativas disponíveis a não ser o pagamento de horas extras. “Se eu pedir para o funcionário entrar mais tarde, ele acabará fazendo hora extra em outro dia para dar conta dos trabalhos.” Para se criar um banco de horas, a administração da Câmara precisa negociar com o Sindicato dos Servidores.

“Não é uma atitude fácil. O funcionário não quer banco de horas e há muito serviço na Casa, então, não posso simplesmente reordenar a jornada”, afirma. Atualmente, para que uma sessão aconteça, é preciso que 20 funcionários fiquem à disposição dos vereadores.

São os controladores de painel, subsecretários, assessores, 10 funcionários da assessoria legislativa, dois da assessoria jurídica e motoristas. Para o presidente da Câmara, Gerson Sartori (PT), é preciso que a sociedade faça esta reflexão. “Vamos discutir e depois cada vereador terá uma semana para refletir, já que o projeto vai a plenário no dia 26”, afirma o petista.

Anúncios