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A comissão processante da Câmara que investiga o vereador afastado, Emílio Ruby (PSC), por improbidade administrativa ouviu nesta quinta-feira, 13, o parlamentar.  Ruby, que é acusado de ficar com parte dos salários dos assessores para pagar despesas particulares, depôs pela primeira vez sobre o caso. O vereador afirmou que desconhece o fato, ressaltando que nunca houve o chamado “mensalinho”.

Segundo Ruby, seu ex-chefe de gabinete, Aroldo Fernandes Batista, fazia uso indevido do gabinete, usando os equipamentos para investir na Bolsa de Valores, requerendo a transferência de presos e falsificando assinaturas do vereador em documentos em várias ocasiões, fato este que gerou a abertura de processo criminal contra Aroldo.

Ruby disse que Aroldo possui duas empresas, por isso passava muito tempo fora do gabinete, fato que motivou o vereador a rebaixar o funcionário de chefe de gabinete a assessor parlamentar o que o desagradou e o motivou a se lançar candidato a vereador.

O vereador afirmou ter recebido ameaças de dois homens a mando de Aroldo, na presença de duas testemunhas, Marcelo e Antonio, quando pretendia exonerá-lo. O parlamentar também relatou que foi chantageado pelo assessor que, ao se afastar do cargo para ser candidato, pediu que o pai ou o irmão assumissem seu lugar no gabinete, ameaçando denunciar Ruby ao Ministério Público.

Em resposta aos advogados, afirmou que procurou o advogado José Cabral Dias, quando foi celebrado um contrato para sua defesa no valor de R$ 9 mil, sendo que R$ 2 mil foram pagos e o restante dividido em sete promissórias que, segundo o vereador, ainda não foram quitadas devido a outros compromissos como o financiamento de sua casa e carro.

Em razão do exposto, os advogados de defesa requereram novas testemunhas (Antonio e Marcelo), a juntada dos documentos referentes aos financiamentos, a cópia do inquérito policial, pedidos que foram deferidos pela comissão.

Diante dos novos fatos, a comissão processante presidida pelo vereador Anselmo Neto (PP) e tendo como membros os vereadores Irireu Toledo (PRB) e Moko Yabiku (PSDB), continua o processo de instrução até a oitiva final das novas testemunhas.

“Diante do apresentado pelo depoente, faz necessário acolher o pedido da defesa no sentido de serem ouvidas duas novas testemunhas e a juntada de novos documentos e cópia do inquérito policial referente ao ex-chefe de gabinete, Aroldo, sendo assim a comissão da o prazo de 72 horas para que a defesa providencie a documentação e o endereço das novas testemunhas”, concluiu o presidente da Comissão, Anselmo Neto.

Fonte: Site da Câmara Municipal de Sorocaba

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