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Dando continuidade ao processo de investigação contra o vereador afastado Emílio Ruby (PSC), a comissão processante da Câmara, ouviu quatro testemunhas na manhã desta segunda-feira, 10. Na próxima quinta-feira, 13, a partir das 13h, após a sessão ordinária, Ruby será ouvido. O parlamentar não participou da oitiva, sendo representado por seus procuradores os advogados Flavio de Castro Martins e Osvaldo Duarte Filho.

No início da oitiva, o presidente leu a declaração do vereador Vitor Francisco da Silva onde o parlamentar afirmar não ter feito parte do grupo de trabalho de Ruby nas eleições de 2010 e que o vereador afastado não prestou a ele qualquer assessoria para materiais de campanha naquele ano.

Em seguida, foi ouvido o primeiro declarante, o vereador Benedito Oleriano. Flavio de Castro Martins afirmou que o estatuto do partido PMN prevê contribuição de mensalidade ao partido.

O advogado questionou se os assessores de Ditão contribuem, o que foi confirmado pelo vereador que disse também contribuir com o partido sendo o valor correspondente a 5% do salário, pago diretamente ao presidente ou ao tesoureiro do PMN, com emissão de recibo. Ditão afirmou ainda que os vereadores do partido, incluindo Ruby, agiam da mesma forma, sendo esta contribuição, incluindo a prestação de contas, uma ordem da direção estadual do PMN.

Respondendo a outro questionamento, Ditão confirmou a idoneidade do advogado José Cabral Dias e afirmou que este foi responsável pela defesa do vereador Ruby na denúncia de racha, mas que desconhece ter havido contrato entre os dois.

Em seguida, o vereador Luis Santos foi questionado pela defesa. O parlamentar também confirmou o recolhimento da contribuição pelo partido e que seu chefe de gabinete é responsável pela arrecadação dos demais assessores e do próprio vereador no valor de 5%. Luis Santos afirmou que sempre foi emitido depósito, mas desconhece a prestação de contas.

Sobre o advogado José Cabral, disse não ter relacionamento próximo com o advogado, mas não possuir nenhuma ressalva quanto a ele, afirmando ainda ter conhecimento quanto à defesa de Ruby pelo advogado no processo do racha e quanto ao contrato tomou conhecimento através da leitura do relatório da Comissão de Ética. Questionado se soube que Ruby exonerou o assessor Aroldo Fernandes Batista, disse que sim, de forma geral.

O terceiro a ser ouvido foi o cantor e ex-candidato a vereador Lourenço Moreira da Silva – o Pé Vermelho que iniciou dizendo conhecer Ruby do bairro, sem qualquer outra ligação com o parlamentar a não ser o fato de serem adversários políticos. O cantor também esclareceu que soube do envolvimento de Ruby no racha pela imprensa e que na ocasião ficou surpreso, pois tinha o vereador como “uma pessoa centrada”.

A testemunha informou que estava no escritório de Cabral, em razão de uma causa pessoal, quando o vereador assinou promissórias e entregou dois mil reais ao advogado. Afirmou ainda que conhece todos assessores do parlamentar, que ouviu o vereador dizer que confiava em sua assessoria, e que em sua opinião alguém do gabinete o “fritou”, passando “uma rasteira” no vereador.

O cantor também disse que Ruby sempre teve uma ótima relação com a comunidade da Vila Helena, sendo querido pela população e muito prestativo com todos. Sobre a possibilidade de do ex-chefe de gabinete do vereador, estar desabonando o vereador com a comunidade, disse não ter certeza, mas que como adversário político houve sim perseguição.

Encerrando os testemunhos, foi ouvido o assessor de gabinete Jeferson Feitosa Ghno. Questionado se Ruby pagou propina, afirmou que nunca, negando ainda que outros assessores pagavam o “mensalinho” ou alguma contribuição, além da feita diretamente aos representantes do partido. O assessor disse que Ruby ainda deve honorários ao advogado Cabral, com relação ao processo do racha. “Se todos tivessem pago a conta do Ruby como se comenta, ele não estaria devendo até hoje, como está”, disse.

Sobre o relacionamento de Ruby com o Aroldo, disse que se tornou difícil quando o chefe de gabinete se declarou pré-candidato a vereador, mas que no começo do mandato de Ruby devia ser bom.

Afirmou ainda que Aroldo administrava a conta corrente do parlamentar e que o vereador não possui conhecimento em informática.“Ruby não tinha conhecimento de tudo o que acontecia no gabinete, passava muito tempo fora, assim como os demais vereadores”, afirmou.

Devido falta de provas, a Comissão Processante da Câmara sugeriu o arquivamento de parte do processo contra o vereador afastado Emílio Ruby referente à utilização de equipamentos de seu gabinete para uso de promoção pessoal ou confecção de propaganda política, o que foi acatado pelo Plenário na sessão de terça-feira (11/12).

O presidente da Comissão, vereador Anselmo Neto (PP), utilizou a tribuna para explicar que o laudo pericial detectou que no computador de Ruby de fato havia arte de publicidade do mandato do vereador afastado, mas não comprovou, por meio de prova material, de que esse material teria sido impresso em equipamentos da Câmara.

Fonte: Site da Câmara Municipal de Sorocaba

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