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A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (7) que a transparência das informações deve ir além dos órgãos públicos e chegar, principalmente, ao sistema financeiro. Segundo a presidenta, o governo acaba sendo o foco da demanda por dados por ser o ator central da maior parte das questões que afetam a vida dos cidadãos, mas que empresas privadas que prestam serviços essenciais também devem prestar contas de suas atividades.

Realizada a cada dois anos, a IACC é considerada o mais importante evento dedicado ao debate e à troca de experiências sobre prevenção e combate à anticorrupção. A última edição do evento ocorreu em Bancoc, na Tailândia. No Brasil, a organização da IAAC conta com o apoio da Amarribo (organização não governamental que representa a Transparência Internacional no país) e do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Clique aqui e veja a programação da conferência.

“O Estado não é o único foco da transparência. Outros atores também merecem escrutínio público. […] Atualmente, 40 milhões de pessoas foram elevadas à classe média e essas pessoas têm direito a servicos de qualidade. Por isso, a transparência aos dados desses servicos se tornam elementos fundamentais para a vida desses brasileiros”, afirmou, durante a abertura da 15ª Conferência Internacional de Combate à Corrupção, organizada pela Transparência Internacional e pelas entidades brasileiras Amarribo e Instituto Ethos.

Sergundo a presidenta da Trasparência Internacional, Huguette Labelle, a organização tem feito diversas recomendações às instituições financeiras e seus órgãos de controle para que os bancos disponibilizem informações sobre suas atividades, como a relação de seus clientes, e para que cooperem em investigações, além de recomendarem ações contra a lavagem de dinheiro.

O evento tem como objetivo promover a cooperação internacional entre as organizações que atuam no combate à corrupção no mundo. Segundo o conselheiro da Transparência Internacional, Barry O’Keefe, a conferência determinará algumas estratégias globais para dar mais força a instituições por meio da participação popular além de garantir o acesso a informação em todo o mundo. “Quanto mais cedo se souber quem é corrupto, mais cedo essa pessoa deixa o poder. Essa é a importância de se manter um povo informado”, disse.

Imprensa livre: Dilma afirmou ainda que no Brasil, o combate à corrupção é uma prática de Estado e defendeu que a imprensa seja livre. “Como eu já disse várias vezes, eu estou convencida de que mesmo quando há exageros, e nós sabemos que eles existem, é sempre preferível o ruído da imprensa livre ao silêncio tumular das ditaduras”, declarou.

Ontem (6), o ex-ministro José Dirceu afirmou em seu blog que o Supremo Tribunal Federal aboliu a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo depois “de intensa pressão desencadeada no país por entidades patronais e barões da mídia que sempre tentaram derrubá-lo”. Dirceu defende a regulamentação dos meios de comunicação no país e a volta do diploma para exercício da profissão. Além do ex-ministro, integrantes do PT e alguns setores do governo também defendem o maior controle sobre os órgãos de imprensa.

Durante o discurso, Dilma ressaltou também que a luta contra a corrupção não pode ser usada como uma arma política. “O combate ao malfeito não pode ser usado para atacar a credibilidade da ação política. O discurso anticorrupção não deve se confundir com o discurso antipolítica ou antiestado. Deve reconhecer o papel do Estado como desenvolvimento importante à transparência. O Estado é o destinatário das mobilizações por transparência”, afirmou.

Ao falar do programa Parceria para o Governo Aberto, realizado entre Brasil e Estados Unidos, Dilma aproveitou para parabenizar o presidente americano Barack Obama, reeleito ontem (6). “Aproveito para cumprimentar o povo americano e o presidente Barack Obama, reeleito ontem”, disse.

Fonte: Congresso em Foco

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