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No site do Índice de Desenvolvimento Paulista de Responsabilidade Social, é possível encontrar dados sobre escolaridade, longevidade e riqueza dos 645 municípios do estado de São Paulo. As informações, coletadas pela Fundação Sistema de Análise de Dados de São Paulo (Seade) de 2000 a 2008, formam indicadores e rankings, dispostos em tabelas.

A base de dados é rica, mas há um problema. “Através de tabelas simples assim, fica difícil fazer interpretações. Não dá para ver o quanto uma cidade melhorou ou piorou em uma categoria ao longo do tempo, ou compará-la com outras cidades”, diz Júlio Boaro, programador participante do Hackatão.

Ele mostra que no site é possível fazer até downloads de PDFs com informações específicas para cada município, com sua posição no ranking para cada indicador. “Mas quem vai atrás disso com essa forma de apresentação?”, questiona.

Júlio então teve uma ideia, ou, como ele mesmo chamou, “um projetinho”. Que tal pensar em uma maneira de explorar melhor essas informações, organizando-as visualmente? Seu objetivo é dispor os dados em gráficos que possam ser facilmente compreendidos, nos quais seja possível destacar o município desejado, analisar sua trajetória e compará-lo a outros em cada indicador.

Exemplo da cidade de Paulínia, apesar do índice alto em 2000, o crescimento em escolaridade foi pequeno e ficou abaixo da média

O programador já conhecia o índice pois realiza projetos com o Acessa São Paulo, programa de inclusão digital do governo do Estado.  No entanto, passou a pensar sobre uma forma de visualização mais atraente para sanar uma curiosidade a respeito de sua cidade Natal: Paulínia.

Ele conta que, na maneira como os dados sobre educação estavam expostos no site, não era possível observar que, apesar do índice de escolaridade ter aumentado ao longo desses oito anos, cresceu abaixo da média dos outros municípios.

Utilizando o LibreOffice, Júlio montou um gráfico com os índices de escolaridade, em que cada município aparece como uma linha, em uma cor diferente. A princípio, um emaranhado colorido bonito, mas complicado para a identificação. No entanto, após quebrar um pouco a cabeça, o programador conseguiu criar uma maneira para destacar a linha do município desejado – no caso, Paulínia. A ideia agora é aprimorar o gráfico, bem como realizar outros para os índices de riqueza e longevidade.

“A transparência hacker serve pra trazer à tona dados que estão aí, já publicados, mas inacessíveis no sentido da informação”, diz ele. “Nosso trabalho é melhorar a visualização dessas informações. É aumentar o acesso, a disponibilidade; é sintetizar, pegando o que parece complexo e tornando simples para o público”.

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