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O vereador Emílio Souza de Oliveira (PSC), o Ruby, se envolveu em uma nova polêmica. No início da tarde desta quarta-feira (20), oficiais de justiça e assistentes do Ministério Público apreenderem em seu gabinete todos os computadores usados por ele e sua assessoria e ainda a máquina copiadora (impressora).

O mandado de busca e apreensão foi expedido pelo juiz da Vara da Fazenda Pública, José Eduardo Marcondes Machado, a pedido do promotor Orlando Bastos Filho. O promotor investiga possível uso da máquina pública para promoção pessoal visando as eleições.

Denúncia: A denúncia partiu de um ex-assessor do vereador Ruby,  Aroldo Fernandes Batista. O BOM DIA apurou que o promotor Orlando Bastos Filho ouviu todos os assessores do vereador para apurar os fatos.

Os computadores do gabinete, inclusive o notebook usado pelo vereador no plenário, serão periciados pelo Instituto de Criminalística. A máquina copiadora também será periciada e isso deve demorar aproximadamente 30 dias.

Caso seja comprovada as denúncias, o Ministério Público deve entrar com uma ação de improbidade administrativa. Na Câmara, o caso deve ser analisado pela Comissão de Ética de Decoro Parlamentar.

Defesa: Acompanhado do  advogado Luiz Fernando  Adami Latuf, o vereador Ruby se defendeu das acusações. “Tudo isso é devido às questões eleitorais”, afirma.

Segundo Ruby, seu ex-assessor é pré-candidato a vereador pelo PRP. “Ele [Aroldo] vai concorrer  a uma vaga na Câmara inclusive na mesma coligação de quem o prefeito Vitor Lippi apoia.”

O vereador nega, de maneira   veemente, todas as acusações. “Eu tenho notas fiscais das gráficas onde fiz o material. Não tenho nada a esconder e não tem propaganda partidária.”

Também negou: O ex-assessor de Ruby, Aroldo Fernandes Batista, negou que tenha feito a denúncia ao Ministério Público. “Eu sou sim um pré-candidato a vereador. Fiquei sabendo por intermédio de alguns amigos na Câmara, que veio oficial da justiça e confiscou os computadores do gabinete”, justifica.

Aroldo explicou  que não fez nenhuma denúncia. “Até porque sai do gabinete em  março, nem sei mais o que está acontecendo lá.”

Autorizada: Os oficiais de justiça e os assistentes do Ministério Público ficaram por cerca de duas horas no local. Os assessores do vereador Ruby foram convidados a deixar o gabinete  para não atrapalhar o andamento da apreensão.

Durante a diligência ficou uma dúvida se a máquina copiadora seria levada. O advogado do vereador não queria que o equipamento fosse retirado. Foi então que o  presidente da Câmara, José Francisco Martinez (PSDB), autorizou que equipamento fosse levado. “Temos de colaborar com tudo”, avalia o Martinez.

Vai Ficar sem: O presidente da Câmara disse ao BOM DIA que Ruby vai ficar sem os equipamentos que foram apreendidos. “Infelizmente não posso repor e nem tenho.”

Martinez também disse que há pouco tempo o notebook do vereador Ruby havia ido para o conserto. “Tinha um problema e foi resolvido.”
Ainda segundo Martinez, caso sejam comprovadas as denúncias o vereador vai sofrer  sanções. “O equipamento é para uso de mandato do parlamentar, não para propaganda.”

Promotor utiliza o Twitter para se pronunciar sobre o caso

“MP cumpre agora ordem judicial de busca no gabinete do vereador Ruby”

“Ordem concedida pela Vara da Fazenda, no bojo de investigação sobre o uso da estrutura da Câmara para material de campanha”

“Do expediente já constavam depoimentos que comprometiam o vereador Ruby, e farto material, supostamente produzido na Câmara e pago pelo povo”

“A ordem foi para recolhimento de material de campanha e equipamentos de informática, que irão à perícia no Instituto de Criminalística”

“Além do material de informática, a própria Câmara entregou a máquina de xerox utilizada pelo vereador”

“A diligência parece ter sido um sucesso, e farto material de campanha foi apreendido”

“Na diligência, ao que consta, o vereador teria sido advertido pelo Oficial de Justiça por estar apagando dados do computador”
Orlando Bastos Filho, no Twitter

Veja outras confusões envolvendo o vereador Ruby

27 de setembro de 2009
Ruby é detido pela polícia acusado de dirigir embriagado, tirar racha e dar a famosa “carteirada”

18 de dezembro de 2009
Câmara de Sorocaba arquiva a acusação de quebra de decoro e Ruby escapa de uma possível cassação de mandato

3 de maio de 2010
Ruby presidi audiência pública onde é feito sorteio de cesta básica, corte de cabelo e limpeza de pele

8 de junho de 2010
Vereador leva advertência verbal pelo sorteio e, outra vez, se livra de ter o mandato cassado

11 de junho de 2010
A Justiça de Sorocaba proíbe   Ruby  de frequentar bares, danceterias e boates por dois  anos para não responder processo criminal por dirigir embriagado. Para recuperar a Carteira Nacional de Habilitação faz curso de reciclagem da autoescola

12 de julho 2011
O Ministério Público envia ofício para que a Câmara apure, por meio da Comissão de Ética, o fato de o parlamentar ser acusado de ter recebido dinheiro da prefeitura para cantar na festa junina da cidade em 11  de junho de 2011

14 de outubro de  2011
Por sete votos pelo arquivamento e apenas um contrário, Ruby tem o processo arquivado. Pela terceira vez não é aberto processo de cassação

15 de novembro de 2011
Ministério Público apura possível irregularidade no uso do carro oficial. Uma determinação no Regimento Interno colocava que era preciso autorização da Mesa Diretora da Câmara para o uso do veículo. Ruby não teria feito a solicitação

20 de junho de 2012
Justiça concede ao Ministério Público mandado de busca e apreensão no gabinete do vereador Ruby. Foram levados computadores e também a máquina copiadora utilizada pelos assessores e vereador

6 é o número de computadores que cada gabinete de vereador tem. Um para cada assessor

Máquinas são alugadas: As máquinas copiadoras são alugadas pela Câmara. Cada uma custa por mês a quantia de R$ 140,17.

Ruby fala sobre apreensão de computadores pela Justiça:

O vereador Emílio Ruby (PSC) foi à tribuna, no início da sessão desta quinta-feira (21), para comentar a apreensão de computadores e impressora de seu gabinete, ocorrida com autorização da Justiça na tarde de quarta (20).

Ruby afirmou que a apreensão de quatro computadores, um notebook e uma impressora ocorreu porque o Ministério Público recebeu denúncia, feita por um ex-assessor, de que o vereador estaria imprimindo material de campanha irregularmente, com estrutura de seu gabinete.

O parlamentar disse ainda ser vitima de perseguição e pediu cautela, para que o caso não seja pré-julgado. “Vamos esperar a Justiça esclarecer isso. Mas eu garanto que não existe irregularidade nenhuma”, argumentou.

Fonte: Jornal Bom Dia e Jornal Ipanema

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