Lançamento da TV Escola Digital Interativa em 2003

19, Abril,2008

Este é o vídeo de lançamento da TV Escola Digital Interativa, que aconteceu em 2003. Este foi um dos projetos que impulsionaram a criação do coletivo Naveducação, mais tarde batizado de Nave.org


“Efeito-puxadinho” e transformação do mundo

25, Outubro,2007

Esquecidas na era industrial, mas renascidas com a internet, as redes sociais desafiam a fusão entre o poder e o saber, permitem que colaboração e generosidade sejam lógicas naturais e podem fazer da emancipação um ato quotidiano

Dalton Martins, Hernani Dimantas

Ao preparar essa coluna, navegando através das redes, encontramos algo que permite ilustrar alguns dos conceitos que estamos construindo em conjunto e “presenciar” esse estar em rede. Antes de iniciarmos nossa conversa, vamos dar uma olhada nesse vídeo sobre redes sociais.

A sociedade sempre funcionou em rede. Aliás, sociedade e rede são conceitos indissociáveis. Os seres humanos vêm se organizando em redes colaborativas desde o começo dos tempos. Há muito que tal tipo de organização permite que sejamos capazes de transformar o mundo ao nosso redor, criando conhecimento e cultura de maneira coletiva. Não há sociedade, se não houver redes: de amigos, famílias, primos e primas. Conectados por um algum fator que combina os anseios, interesses e desejos das pessoas. Redes não são novidades.

A era industrial, sob o domínio da comunicação de massas, deixou a rede escondida. Em segundo plano. Mas, a internet tem nos levado a reviver a idéia. O sistema torna-se mais abrangente. As redes de amigos cresceram. Hoje em dia, com o advento e popularização da Internet, novas redes colaborativas, voltadas para a produção criativa, têm surgido com incrível velocidade, criando bens coletivos de valor inestimável.

A rede dos hackers, um dos exemplos mais evidentes, produz, todos os dias, inovações técnológicas que prometem revolucionar a economia dominante do mercado de software. São os chamados softwares livres, que podem ser instalados gratuitamente no seu computador, permitindo que você realize uma gama enorme de atividades, desde conectar a sua câmera digital até editar e mixar uma música. Mas o mais importante é que estes softwares são bens criativos compartilhados nessas redes, que podem ser estudados e melhorados por todos.

A produção coletiva e descentralizada de bens criativos não se aplica somente ao software. Já começam a aparecer reflexos dessa nova forma de produção em diversas áreas do conhecimento. Um ótimo exemplo é a WikiPedia, uma enciclopédia construída coletivamente na web. O software livre é o caso mais conhecido e mais impactante de uma nova dinâmica que demonstra a produção de conhecimento livre como alternativa economicamente viável e sustentável.

Poder e saber são antagônicos. Saber exige liberdade, e despreza a autoridade sobre outros

Pretendemos discutir o surgimento das novas redes, o papel da internet e da tecnologia digital como catalisadores de multiplicação, e os impactos sociais, culturais e econômicos deste novo meio de produção criativa. Poder e saber têm significados antagônicos. Entretanto, a sutileza do destino aproximou conceitos tão dispares. Precisamos contextualizar essa dicotomia e pensar no fato de que ainda não começamos a pensar. Pois a equação poder e saber está desbalanceada numa entropia negativa. O saber só existe quando está livre para voar. O conhecimento livre pressupõe o desatrelamento do poder.

No entanto, a idéia de redes do conhecimento está sendo aplicada de forma esquemática nos projetos de inclusão digital. A tirania do conhecimento formal vem avassalar a periferia. Pois estamos falando de formas diferentes de conhecimento. O que é bom para o centro pode ser descartável para a periferia. E vice versa. As redes do conhecimento acadêmico não fazem sentido, porque não aglutinam as pessoas aos interesses comuns.

A rede indica um futuro libertador. A web só faz sentido quando um se preocupa com o outro. Numa circulação generalizada e libertadora de fluxos de informações e das ondas econômicas. A web é um mundo que nós criamos para todos nós. Só pode ser compreendido dentro de uma teia de idéias que inclua os pensamentos que fundamentam a nossa cultura, com o espírito humano persistindo em todos os nós. Tal compromisso entre humanos, tal generosidade altruísta não está desenvolvida no centro.

Muito mais que conhecimento formal, as redes articulam convívio, solidariedade, mobilização

Esse conhecimento está impregnado nos mutirões. No efeito puxadinho colaborativo. É só chegar para ajudar o ser humano ser mais feliz. Uma mobilização que vai além da boa ação. É cotidiana e despretensiosa.

Howard Rheingold, autor do livro ’Smart Mobs’ diz que o potencial transformador mais profundo de conectar as inclinações humano-sociais à eficiência de tecnologias da informação é a possibilidade de fazer coisas novas juntamente, o potencial para cooperar numa escala e de maneiras nunca antes possíveis. E mais: multidões inteligentes (smart mobs) emergem quando a comunicação e as tecnologias da computação amplificam o talento humano para cooperação.

As redes da mobilização englobam a rede do conhecimento. São mais factíveis, reais, e com resultados rápidos. A sociedade civil se organiza, compra, vende, troca, aprende e ensina mobilizando as bases para o interesse comum. Desenvolver a comunidade, criar filhos, conviver com amigos, trabalhar e tentar ser feliz. Dizemos que estar em rede não há mais necessidade de operar a mudança social, ela se faz permanente.


Por trás dos links, as pessoas

25, Outubro,2007

Há dois séculos, a ciência descobriu e passou a analisar as redes. Há vinte anos, elas estão revolucionando o jeito de a sociedade se relacionar consigo mesma

Dalton Martins, Hernani Dimantas

O matemático suíço Leonhard Euler foi, em 1780, o precursor do pensamento analítico sobre redes. Suas primeiras idéias diziam que eram compostas por nós e links — elos que ligam os nós. Os links são aleatoriamente espalhados entre os nós, formando redes de distribuição aleatória. A teoria de Euler aponta para o caos, ao sustentar que não existem nós centrais e que toda a rede é desprovida de hierarquia.

A palavra rede tem assumido novas conotações, e novas estruturas de comunicação surgiram, potencializando as possibilidades de conversação e circulação da informação. As estruturas matemáticas criadas por Euler para análise das redes passaram a ganhar maior relevância, mas muitas de suas previsões se mostraram sem sentido quando começamos a olhar para as redes sociais, a forma como os seres humanos se organizam — e para como se articulam nossas ações em rede.

Se Euler estivesse correto, os quase 6 bilhões de seres humanos (nós) no planeta deveriam ter aproximadamente o mesmo número de amigos (links). No entanto, nos anos 60, Stanley Milgram, um pesquisador da Universidade de Harvard, realizou um experimento que ficou conhecido como o “os 6 graus de separação”.

A compreensão popular do experimento de Milgram aponta que estamos a apenas 6 graus de qualquer pessoa no mundo. Exemplo: será que conheço alguém, que conhece outro alguém, que conhece alguém que te conhece? Estar no máximo a 6 níveis de separação de qualquer outra pessoa significa que o mundo é pequeno pra caramba.

O foco nas experiências sociais

Entretanto, os resultados que Milgram obteve de seus experimentos foram mais radicais. Bem diferentes. Ele descobriu situações como as seguintes:

> Três níveis de separação: algumas pessoas possuem links privilegiados, logo conseguem conectar-se com outras por três níveis de separação;

> Cem níveis de separação: outras pessoas precisam de em torno de cem links para chegarem a outras pessoas. É sinal de que são grupos de pessoas bem mal conectados, mal posicionados na estrutura das redes sociais;

> Sem links: muitas pessoas possuem poucos ou nenhum link, restando como verdadeiras ilhas isoladas dentro da sociedade.

Surge, do experimento de Milgram, uma nova forma de enxergar as redes. O foco está nas experiências sociais. Os nós não seriam conectados aleatoriamente uns aos outros. Alguns deles aglutinam posições estratégicas, como elos. Ou seja, pessoas assumem papéis de protagonismo social a partir de suas possibilidades de conexão com outras pessoas.

Para validar tal premissa, um sociológo norte-americano, Mark Granovetter, realizou um outro experimento no final dos anos 60. Tinha por objetivo pesquisar a forma como as pessoas procuravam emprego. Granovetter identificou que a sociedade era formada por grupos de pessoas, ou clusters. Ele percebeu que as pessoas que possuíam conexões ou relações distantes com outras fora círculo familiar tinham duas vezes mais chances de conseguir uma vaga do que pessoas que tinham mais conexões próximas apenas no âmbito da família e dos amigos próximos. A análise de Granovetter era de que grupos próximos mais fortemente conectados possuíam interesses similares, logo com menos possibilidades de inserção.

Um novo padrão de relações entre as pessoas

Essas descobertas geraram uma revolução no pensamento da sociologia da época. Novas propostas de como potencializar as conexões entre as redes sociais começaram a surgir. Pensando estrategicamente, o número de conexões era fundamental para ampliar a circulação da informação, seja de idéias, de vagas de emprego ou de experiências compartilhadas.

Coincidentemente ou não, estamos falando da mesma época do surgimento da Internet, as primeiras conexões entre computadores, permitindo que mensagens bastante simples fossem trocadas e que pessoas pudessem estabelecer novos links de conexão entre si.

A tecnologia que vinha sendo desenvolvida parecia permitir uma ampliação nesse potencial de conexão entre as pessoas, criando novas possibilidades de ampliação da capilaridade das redes sociais. Novas formas de conexão, de estabelecimento de links, novas formas de desenharmos nossas próprias redes e os grupos de pessoas organizados em torno da tecnologia. Surgia a dinâmica do virtual, do email, das listas de discussões e das possibilidades de nos linkarmos usando as tecnologias da rede.

De lá para cá, muitas idéias foram implementadas, muitas tecnologias foram desenvolvidas. Surgiram Yahoo, Google, Orkut, MySpace, Facebook, Ning, Blogger, Youtube e tantas outras possibilidades de conversação em rede. Das muitas promessas de ampliação da conexão e do “todos conversando com todos”, que as tecnologias da informação trouxeram, ainda observamos os mesmos padrões de comportamento das redes: clusters extremamente influentes nas articulações em rede e grupos isolados, com pouca ou nenhuma conectividade.

Novas tecnologias e novos desafios pela frente. O cenário está montado. Emerge um espaço para construção de um diálogo contínuo por várias lentes e percepções das dinâmicas de conversação, de desenvolvimento e ação que as novas tecnologias permitem a partir da construção de novas formas de redes sociais.


Além das Redes de Colaboração

18, Outubro,2007

 Começou esta semana e ainda está rolando o Seminário Além das Redes de Colaboração: diversidade cultural e tecnologias do poder em Porto Alegre.

Já são mais de 500 inscritos e várias participações no blog, através de mensagens, entrevistas, posts e e-mails. Diversos vídeos de colaboradores e ativistas que pensam e recriam as redes de colaboração e problematizam as formas de poder que cercam as novas possibilidades de compartilhamento.

Para assistir em tempo real ou partcicipar do chat, acesse http://www.rn.softwarelivre.org/alemdasredes/, para mais informações.

Pena que não possuo Banda Larga para acompanhar, mais os vídeos, entrevistas já estão disponíveis no mesmo site.


Prefeitura de SP terá centro para reciclar PC

18, Outubro,2007

A prefeitura de São Paulo assinou convênios com a ONG Fundetec e com a Microsoft para abrir um centro de reciclagem de PCs na cidade.
Pelo acordo, a prefeitura cederá o espaço da antiga Gráfica Municipal, um prédio localizado no bairro do Cambuci e a Microsoft doará equipamentos e ajudará a remunerar parte dos trabalhadores envolvidos no programa. A coordenação do centro de reciclagem ficará por conta da ONG Fundetec.
Segundo a prefeitura, o centro terá capacidade para reciclar 1,2 mil computadores por ano. A idéia é aproveitar componentes em bom estado para fabricar novos PCs e doá-los para programas de inclusão digital. O centro também vai cuidar de fazer o descarte ecologicamente correto de componentes não utilizados.
Por conter metais pesados (como chumbo, por exemplo) e substâncias tóxicas, componentes eletrônicos não devem ser descartados na natureza, em aterros sanitários, por exemplo, sob risco de contaminar água e solo.
Para trabalhar na central, a Fundetec vai treinar e contratar 120 jovens com idades entre 16 e 24 anos por semestre. Além de aprender a montar PCs e separar materiais eletrônicos especiais, os jovens vão receber aulas extras de português, matemática e informática.
Ao anunciar o convênio, o presidente da Microsoft no Brasil, Michel Levy, afirmou que a empresa vai disponibilizar este ano R$ 1,2 milhão para investir em parcerias com a prefeitura paulistana. Desse total, só uma parte será aplicada no centro de reciclagem.
A maior parte dos recursos será usada para modernizar telecentros da prefeitura, que receberão também licenças para instalar aplicativos da Microsoft em suas máquinas.
Minhas considerações: 1 – Porque só agora que fizeram este acordo de abertura de uma fabrica de reciclagem de computadores, se os mesmos já conheciam a metodologia metareciclagem e utilizaram a mesma nos telecentros?
2 – A microsoft dará todo o software a fim de dimuir a popularização do Linux nos projetos de inclusão digital?
3 – Onde estará a reapropriação da tecnologia por parte da comunidade, já que esta parceria dará toda a estrutura necessária, mas e os que não conseguirem ser escolhido nesta seleção?
4 – E após o termino do projeto, como estes jovens irão dar suporte, utilizando software pirata, já que a comunidade não tem condiçoes de ter licença de todos os outros aplicativos que tem que rodar no windows?
5 – E para deixar bem claro que isto não tem nada a ver com metareciclagem, como várias pessoas dizem por ai……..
Só esperar para criticar, ops, desculpe, para admirar……….


MetaSorocaba – Dinâmica e seleção

16, Outubro,2007

No último dia 09/10 , Bruna e Tanya (coordenadora de desenvolvimento organizacional da eCommunita) estiverão  em Sorocaba, lá no CRAS no Jardim Nova Esperança,  juntamente com as assistentes sociais da prefeitura Bianca e Aline, que realizaram a selecão dos jovens para a primeira etapa do projeto MetaSorocaba.
Foram selecionados 28 jovens do Bairro Nova Esperança que farão parte da primeira turma do nosso laboratório de MetaReciclagem.
Os jovens selecionados estão bem empolgados!
Estamos afinando os últimos detalhes e em breve iniciaremos nossas oficinas.
Sucesso para nós!!!


MetaSorocaba – O espaço

16, Outubro,2007

Voltamos com boas novidades…
O espaço MetaSorocaba que  (antigo mercadinho da Rua 9 de Julho) iriamos dividir com uma oficina de costureiras, mas agora tudo será o nosso laboratório de Metareciclagem… Nosso espaço vai ficar mais ou menos assim:

Futuro espaço MetaNave

Agora só falta ver presencial, pois virtual está lindo.


O retorno do computador burro

26, Setembro,2007

Em meio ao mar de computadores usados pelos funcionários da Atento, uma das maiores operadoras de centrais de atendimento do país, algumas máquinas destoam do restante — seus monitores são convencionais, mas no lugar das grandes e barulhentas torres de processamento há somente uma caixinha fina, com pouco mais de um palmo de altura. Trata-se de um tipo de produto conhecido como thin client — numa tradução literal, cliente magro. São terminais enxutos, desprovidos de quase toda a parafernália que faz um PC ser um PC, como processador local e disco rígido. Ainda assim, executam as mesmas tarefas que os equipamentos tradicionais. A diferença é que essas máquinas estão conectadas a grandes computadores centrais, os servidores, que rodam os softwares e armazenam os arquivos de todos os usuários. Um único servidor pode garantir o funcionamento de dezenas ou até centenas desses terminais. Hoje, a Atento tem cerca de 1 000 equipamentos Sun Ray, fabricados pela americana Sun Microsystems. Ainda é pouco para um parque de 22 500 máquinas, mas, dentro de três anos, a expectativa é que metade dos computadores seja substituída.

Assim como a Atento, um número crescente de empresas começa a olhar para essa alternativa aos PCs convencionais. A base instalada desses equipamentos ainda é pequena, mas está em franca expansão. Em todo o mundo, as vendas devem mais do que dobrar até 2012, para algo como 7,2 milhões de unidades. Em uma década, pode chegar a um quarto do parque instalado nas companhias, segundo a consultoria IDC. O movimento é puxado pela adesão de algumas empresas grandes, como a FedEx, que conta com mais de 4 000 terminais. Em julho, a HP — tradicional fornecedora de PCs — pagou 214 milhões de dólares pela fabricante de thin clients Neoware, evidenciando o crescente interessepor esse mercado. Não há dados precisos sobre o Brasil, mas Reinaldo Sakis, analista sênior da IDC, acredita que algo próximo a 150 000 equipamentos tenham sido comercializados no país em 2006 — um número ainda muito modesto em relação aos mais de 7 milhões de PCs vendidos no mesmo período.

O conceito por trás do thin client não tem nada de revolucionário. Ao contrário: a idéia de usar máquinas com pouca ou nenhuma capacidade de processamento na ponta é anterior ao surgimento dos computadores pessoais e era amplamente adotada até que a dobradinha Microsoft-Intel tornou os PCs onipresentes. À época, designava-se esse tipo de equipamento pela pouco lisonjeira alcunha de ‘terminal burro’, em contraposição aos equipamentos ‘inteligentes’, que seriam aqueles com capacidade computacional. Hoje, embrulhado sob um nome mais elegante, esse tipo de produto volta a ter apelo. Mas não se trata de apenas um novo verniz de marketing para uma velha oferta. Nos últimos anos, ocorreram avanços tecnológicos que tornam mais eficiente a prática de centralizar o processamento em alguns poucos computadores de grande porte. O principal é a evolução das redes de acesso — a ligação entre os terminais e os servidores tem de ser confiável, veloz e barata. A própria internet torna a aceitação cultural desse tipo de tecnologia mais fácil. Quando alguém acessa um serviço de webmail, como Gmail ou Hotmail, está usando um software instalado em alguma máquina bem longe de seu PC. Com os thin clients, acontece algo parecido.

O computador é a rede

Os terminais sem poder de processamento têm vantagens que os tornam uma opção inteligente em alguns casos

Baixo custo de gerenciamento

Como os programasque os thin clientsrodam estão armazenados em alguns servidores, basta cuidar dessas poucas máquinas para garantir que todos os usuários tenham programas com boa performance e atualizados

Maior segurança

Se os servidores tiverem ferramentas de segurança, como antivírus,todas as unidades estarão protegidas. Não é possível instalar programas nocivos ou deixar informações desprotegidas no disco rígido, como ocorre com os PCs

Menor custo de equipamento

Embora a infra-estrutura tecnológica necessária para rodar thin clientsseja complexa, os equipamentos na ponta são baratos e geralmente resistentes. Em grandes parques essa pode ser uma alternativa de menor custo aos PCs

Economia de energia

Os thin clients consomem menos energia, geram menos calor e ocupam menos espaço físico do que os PCs. Por isso, começam a ser vistos como uma opção interessante para empresas que se preocupam com questões ambientais

O advento da tecnologia de virtualização é outro ponto que favorece a disseminação dos computadores burros. O nome pomposo é empregado para designar programas que conseguem fazer com que um servidor rode diversos ambientes computacionais diferentes ao mesmo tempo. As companhias que oferecem esse tipo de tecnologia, como a Citrix e a VMware, são consideradas estrelas ascendentes na constelação de TI. Esses novos recursos tornam a experiência de usar um terminal sem processamento cada vez mais semelhante com a de quem usa um PC. Recentemente, alguns fabricantes começaram a desenvolver notebooks burros, que se conectam aos servidores por meio de redes sem fio. Policiais da Califórnia já fazem patrulhas usando esse equipamento. Além da vantagem de preço, há a garantia de que informações policiais não serão perdidas caso o notebook seja extraviado.

Com as condições técnicas estabelecidas, os benefícios dessa alternativa aos computadores convencionais tornam-se mais evidentes. A começar pelo custo: os terminais magros básicos são vendidos por menos de 300 dólares, metade do preço dos PCs mais simples. Ainda assim, a necessidade de uma infra-estrutura relativamente complexa por trás faz com que, no momento zero, equipar uma empresa com thin clients ou PCs exija mais ou menos o mesmo investimento. A diferença só começa a aparecer com o tempo. Enquanto o ciclo de vida dos computadores de mesa nas empresas é de três a quatro anos, os terminais sem processador podem ser bem aproveitados por no mínimo seis anos. Robusto e descomplicado, esse tipo de equipamento tem manutenção extremamente barata. Além disso, basta instalar uma nova versão de um programa nos servidores para que todas as unidades sejam automaticamente atualizadas. Em média, os custos de manutenção e gerenciamento de terminais magros são cerca de 40% inferiores aos de PCs convencionais. Foi por essa razão que a rede de materiais de construção Telhanorte optou por equipar suas 25 unidades com 800 thin clients. ‘Imagine ter de mandar técnicos de máquina em máquina em cada uma das lojas toda vez que um programa necessita de atualização’, diz Armando Carleto, diretor financeiro da Telhanorte. ‘Queríamos evitar essa dor de cabeça.’

Outro ponto favorável é a segurança. Como os programas estão nos servidores, é muito fácil manter ferramentas de proteção, como o software de antivírus, atualizadas. Também não há forma de conectar dispositivos de armazenamento, como CDs ou pen drives, em que dados da empresapodem ser gravados. Na Atento, os thin clients oferecem uma proteção adicional: o cartão inteligente que os usuários precisam manter conectado ao terminal para ter acesso aos programas e arquivos é o mesmo que abre as portas internamente, além de ser o crachá da empresa (e, em breve, o cartão de benefícios). Isso evita que os funcionários se ausentem de seu posto de trabalho e esqueçam a tela aberta com informações estratégicas, já que sem o cartão é impossível perambular pela companhia.

Por fim, os thin clients são um exemplo perfeito de ‘computação verde’ –seu consumo de energia corresponde a apenas 10% do consumo de um PC tradicional. ‘Pode não ser um argumento definitivo de venda, mas é um incentivo para empresas que não querem agredir o meio ambiente. Entre duas propostas de custos parecidos, por que não ficar com a ecologicamente correta?’, diz Steve Sandler, diretor de vendas da americana Wyse Technology, uma das maiores fornecedoras mundiais de thin clients. Se a preocupação com a sustentabilidade nem sempre é forte o bastante, o apelo ao bolso geralmente convence. Nos Estados Unidos, estudos indicam que cada terminal magro consomeanualmente 150 dólares a menos em energia do que um PC. Diferentemente do que os fabricantes gostam de alardear, nada autoriza prever uma repentina explosão da adoção de thin clients. Mas é fato que sua aceitação cresce dia a dia — e deve continuar subindo à medida que as empresas percebamque o velho terminal burro, quem diria, pode ser a escolha mais inteligente em muitos casos.


Fórum de Inclusão Digital Sustentável

26, Setembro,2007

Irá acontecer  no BIT (Bradesco Instituto de Tecnologia) o Fórum Internacional de Inclusão Digital Sustentável, que surgiu do desejo de grandes protagonistas de iniciativas digitais em compartilhar suas experiências, discutir o impacto de suas ações e traçar novos rumos para a sustentabilidade da Inclusão Digital no Brasil e no mundo.

Alguns nomes confirmados no evento são:

  • Cezar Alvarez – Assessor Especial da Presidência da República;
  • David Cavallo – OLPC – One Laptop per Children
  • Saulo Barreto – IPTI – Instituto de Pesquisas em Tecnologia da Informação
  • Giancarlo Nuti Stefanuto – IPTI(Instituto de Pesquisas em Tecnologia da Informação)
  • Carlos Felix Gimenez - Google

Só faltava, os metanavegantes perder este evento em São Paulo.

Local: BIT – Bradesco Instituto de Tecnologia
           Fazenda Sete Quedas
           Rodovia Lix da Cunha, Km 3,5 (Estrada Velha de Indaiatuba, Km 3,5)
           Campinas, SP
Data: 26 e 27 de setembro de 2007.


MetaSorocaba

23, Setembro,2007

Juntamente com a Ecommunita, iremos iniciar a partir de outubro o seguinte projeto em Sorocaba: MetaSorocaba.

O Projeto MetaSorocaba faz parte do Programa Bairro Mais Feliz, inciativa da Prefeitura de Sorocaba para melhorias do bairro Nova Esperança.
Inicialmente o Laboratório de MetaReciclagem irá atender 50 jovens pré-selecionados pela assistência social da prefeitura, que serão divididos em duas turmas. Posteriormente, serão selecionados 15 jovens para um módulo avançado.
A idéia é, além de incluir digitalmente esses jovens pré-selecionados, doar computadores captados de empresas da região para pequenos comerciantes do bairro, permitindo sua informatização e deixando dessa forma o BAIRRO MAIS FELIZ!