Este é o vídeo de lançamento da TV Escola Digital Interativa, que aconteceu em 2003. Este foi um dos projetos que impulsionaram a criação do coletivo Naveducação, mais tarde batizado de Nave.org
Este é o vídeo de lançamento da TV Escola Digital Interativa, que aconteceu em 2003. Este foi um dos projetos que impulsionaram a criação do coletivo Naveducação, mais tarde batizado de Nave.org
Começou esta semana e ainda está rolando o Seminário Além das Redes de Colaboração: diversidade cultural e tecnologias do poder em Porto Alegre.
Já são mais de 500 inscritos e várias participações no blog, através de mensagens, entrevistas, posts e e-mails. Diversos vídeos de colaboradores e ativistas que pensam e recriam as redes de colaboração e problematizam as formas de poder que cercam as novas possibilidades de compartilhamento.
Para assistir em tempo real ou partcicipar do chat, acesse http://www.rn.softwarelivre.org/alemdasredes/, para mais informações.
Pena que não possuo Banda Larga para acompanhar, mais os vídeos, entrevistas já estão disponíveis no mesmo site.
A prefeitura de São Paulo assinou convênios com a ONG Fundetec e com a Microsoft para abrir um centro de reciclagem de PCs na cidade.
Pelo acordo, a prefeitura cederá o espaço da antiga Gráfica Municipal, um prédio localizado no bairro do Cambuci e a Microsoft doará equipamentos e ajudará a remunerar parte dos trabalhadores envolvidos no programa. A coordenação do centro de reciclagem ficará por conta da ONG Fundetec.
Segundo a prefeitura, o centro terá capacidade para reciclar 1,2 mil computadores por ano. A idéia é aproveitar componentes em bom estado para fabricar novos PCs e doá-los para programas de inclusão digital. O centro também vai cuidar de fazer o descarte ecologicamente correto de componentes não utilizados.
Por conter metais pesados (como chumbo, por exemplo) e substâncias tóxicas, componentes eletrônicos não devem ser descartados na natureza, em aterros sanitários, por exemplo, sob risco de contaminar água e solo.
Para trabalhar na central, a Fundetec vai treinar e contratar 120 jovens com idades entre 16 e 24 anos por semestre. Além de aprender a montar PCs e separar materiais eletrônicos especiais, os jovens vão receber aulas extras de português, matemática e informática.
Ao anunciar o convênio, o presidente da Microsoft no Brasil, Michel Levy, afirmou que a empresa vai disponibilizar este ano R$ 1,2 milhão para investir em parcerias com a prefeitura paulistana. Desse total, só uma parte será aplicada no centro de reciclagem.
A maior parte dos recursos será usada para modernizar telecentros da prefeitura, que receberão também licenças para instalar aplicativos da Microsoft em suas máquinas.Minhas considerações: 1 – Porque só agora que fizeram este acordo de abertura de uma fabrica de reciclagem de computadores, se os mesmos já conheciam a metodologia metareciclagem e utilizaram a mesma nos telecentros?
2 – A microsoft dará todo o software a fim de dimuir a popularização do Linux nos projetos de inclusão digital?
3 – Onde estará a reapropriação da tecnologia por parte da comunidade, já que esta parceria dará toda a estrutura necessária, mas e os que não conseguirem ser escolhido nesta seleção?
4 – E após o termino do projeto, como estes jovens irão dar suporte, utilizando software pirata, já que a comunidade não tem condiçoes de ter licença de todos os outros aplicativos que tem que rodar no windows?
5 – E para deixar bem claro que isto não tem nada a ver com metareciclagem, como várias pessoas dizem por ai……..Só esperar para criticar, ops, desculpe, para admirar……….
Em meio ao mar de computadores usados pelos funcionários da Atento, uma das maiores operadoras de centrais de atendimento do país, algumas máquinas destoam do restante — seus monitores são convencionais, mas no lugar das grandes e barulhentas torres de processamento há somente uma caixinha fina, com pouco mais de um palmo de altura. Trata-se de um tipo de produto conhecido como thin client — numa tradução literal, cliente magro. São terminais enxutos, desprovidos de quase toda a parafernália que faz um PC ser um PC, como processador local e disco rígido. Ainda assim, executam as mesmas tarefas que os equipamentos tradicionais. A diferença é que essas máquinas estão conectadas a grandes computadores centrais, os servidores, que rodam os softwares e armazenam os arquivos de todos os usuários. Um único servidor pode garantir o funcionamento de dezenas ou até centenas desses terminais. Hoje, a Atento tem cerca de 1 000 equipamentos Sun Ray, fabricados pela americana Sun Microsystems. Ainda é pouco para um parque de 22 500 máquinas, mas, dentro de três anos, a expectativa é que metade dos computadores seja substituída.
Assim como a Atento, um número crescente de empresas começa a olhar para essa alternativa aos PCs convencionais. A base instalada desses equipamentos ainda é pequena, mas está em franca expansão. Em todo o mundo, as vendas devem mais do que dobrar até 2012, para algo como 7,2 milhões de unidades. Em uma década, pode chegar a um quarto do parque instalado nas companhias, segundo a consultoria IDC. O movimento é puxado pela adesão de algumas empresas grandes, como a FedEx, que conta com mais de 4 000 terminais. Em julho, a HP — tradicional fornecedora de PCs — pagou 214 milhões de dólares pela fabricante de thin clients Neoware, evidenciando o crescente interessepor esse mercado. Não há dados precisos sobre o Brasil, mas Reinaldo Sakis, analista sênior da IDC, acredita que algo próximo a 150 000 equipamentos tenham sido comercializados no país em 2006 — um número ainda muito modesto em relação aos mais de 7 milhões de PCs vendidos no mesmo período.
O conceito por trás do thin client não tem nada de revolucionário. Ao contrário: a idéia de usar máquinas com pouca ou nenhuma capacidade de processamento na ponta é anterior ao surgimento dos computadores pessoais e era amplamente adotada até que a dobradinha Microsoft-Intel tornou os PCs onipresentes. À época, designava-se esse tipo de equipamento pela pouco lisonjeira alcunha de ‘terminal burro’, em contraposição aos equipamentos ‘inteligentes’, que seriam aqueles com capacidade computacional. Hoje, embrulhado sob um nome mais elegante, esse tipo de produto volta a ter apelo. Mas não se trata de apenas um novo verniz de marketing para uma velha oferta. Nos últimos anos, ocorreram avanços tecnológicos que tornam mais eficiente a prática de centralizar o processamento em alguns poucos computadores de grande porte. O principal é a evolução das redes de acesso — a ligação entre os terminais e os servidores tem de ser confiável, veloz e barata. A própria internet torna a aceitação cultural desse tipo de tecnologia mais fácil. Quando alguém acessa um serviço de webmail, como Gmail ou Hotmail, está usando um software instalado em alguma máquina bem longe de seu PC. Com os thin clients, acontece algo parecido.
O computador é a rede
Os terminais sem poder de processamento têm vantagens que os tornam uma opção inteligente em alguns casos
Baixo custo de gerenciamento
Como os programasque os thin clientsrodam estão armazenados em alguns servidores, basta cuidar dessas poucas máquinas para garantir que todos os usuários tenham programas com boa performance e atualizados
Maior segurança
Se os servidores tiverem ferramentas de segurança, como antivírus,todas as unidades estarão protegidas. Não é possível instalar programas nocivos ou deixar informações desprotegidas no disco rígido, como ocorre com os PCs
Menor custo de equipamento
Embora a infra-estrutura tecnológica necessária para rodar thin clientsseja complexa, os equipamentos na ponta são baratos e geralmente resistentes. Em grandes parques essa pode ser uma alternativa de menor custo aos PCs
Economia de energia
Os thin clients consomem menos energia, geram menos calor e ocupam menos espaço físico do que os PCs. Por isso, começam a ser vistos como uma opção interessante para empresas que se preocupam com questões ambientais
O advento da tecnologia de virtualização é outro ponto que favorece a disseminação dos computadores burros. O nome pomposo é empregado para designar programas que conseguem fazer com que um servidor rode diversos ambientes computacionais diferentes ao mesmo tempo. As companhias que oferecem esse tipo de tecnologia, como a Citrix e a VMware, são consideradas estrelas ascendentes na constelação de TI. Esses novos recursos tornam a experiência de usar um terminal sem processamento cada vez mais semelhante com a de quem usa um PC. Recentemente, alguns fabricantes começaram a desenvolver notebooks burros, que se conectam aos servidores por meio de redes sem fio. Policiais da Califórnia já fazem patrulhas usando esse equipamento. Além da vantagem de preço, há a garantia de que informações policiais não serão perdidas caso o notebook seja extraviado.
Com as condições técnicas estabelecidas, os benefícios dessa alternativa aos computadores convencionais tornam-se mais evidentes. A começar pelo custo: os terminais magros básicos são vendidos por menos de 300 dólares, metade do preço dos PCs mais simples. Ainda assim, a necessidade de uma infra-estrutura relativamente complexa por trás faz com que, no momento zero, equipar uma empresa com thin clients ou PCs exija mais ou menos o mesmo investimento. A diferença só começa a aparecer com o tempo. Enquanto o ciclo de vida dos computadores de mesa nas empresas é de três a quatro anos, os terminais sem processador podem ser bem aproveitados por no mínimo seis anos. Robusto e descomplicado, esse tipo de equipamento tem manutenção extremamente barata. Além disso, basta instalar uma nova versão de um programa nos servidores para que todas as unidades sejam automaticamente atualizadas. Em média, os custos de manutenção e gerenciamento de terminais magros são cerca de 40% inferiores aos de PCs convencionais. Foi por essa razão que a rede de materiais de construção Telhanorte optou por equipar suas 25 unidades com 800 thin clients. ‘Imagine ter de mandar técnicos de máquina em máquina em cada uma das lojas toda vez que um programa necessita de atualização’, diz Armando Carleto, diretor financeiro da Telhanorte. ‘Queríamos evitar essa dor de cabeça.’
Outro ponto favorável é a segurança. Como os programas estão nos servidores, é muito fácil manter ferramentas de proteção, como o software de antivírus, atualizadas. Também não há forma de conectar dispositivos de armazenamento, como CDs ou pen drives, em que dados da empresapodem ser gravados. Na Atento, os thin clients oferecem uma proteção adicional: o cartão inteligente que os usuários precisam manter conectado ao terminal para ter acesso aos programas e arquivos é o mesmo que abre as portas internamente, além de ser o crachá da empresa (e, em breve, o cartão de benefícios). Isso evita que os funcionários se ausentem de seu posto de trabalho e esqueçam a tela aberta com informações estratégicas, já que sem o cartão é impossível perambular pela companhia.
Por fim, os thin clients são um exemplo perfeito de ‘computação verde’ –seu consumo de energia corresponde a apenas 10% do consumo de um PC tradicional. ‘Pode não ser um argumento definitivo de venda, mas é um incentivo para empresas que não querem agredir o meio ambiente. Entre duas propostas de custos parecidos, por que não ficar com a ecologicamente correta?’, diz Steve Sandler, diretor de vendas da americana Wyse Technology, uma das maiores fornecedoras mundiais de thin clients. Se a preocupação com a sustentabilidade nem sempre é forte o bastante, o apelo ao bolso geralmente convence. Nos Estados Unidos, estudos indicam que cada terminal magro consomeanualmente 150 dólares a menos em energia do que um PC. Diferentemente do que os fabricantes gostam de alardear, nada autoriza prever uma repentina explosão da adoção de thin clients. Mas é fato que sua aceitação cresce dia a dia — e deve continuar subindo à medida que as empresas percebamque o velho terminal burro, quem diria, pode ser a escolha mais inteligente em muitos casos.
Irá acontecer no BIT (Bradesco Instituto de Tecnologia) o Fórum Internacional de Inclusão Digital Sustentável, que surgiu do desejo de grandes protagonistas de iniciativas digitais em compartilhar suas experiências, discutir o impacto de suas ações e traçar novos rumos para a sustentabilidade da Inclusão Digital no Brasil e no mundo.
Alguns nomes confirmados no evento são:
Só faltava, os metanavegantes perder este evento em São Paulo.
Local: BIT – Bradesco Instituto de Tecnologia
Fazenda Sete Quedas
Rodovia Lix da Cunha, Km 3,5 (Estrada Velha de Indaiatuba, Km 3,5)
Campinas, SP
Data: 26 e 27 de setembro de 2007.